Cidades Saúde

Guarulhos entra em alerta contra o sarampo; saiba quem deve participar da vacinação

Após a confirmação do primeiro caso da doença na cidade neste ano, ações para aumento da vacinação são intensificadas.

O avanço do sarampo voltou a preocupar os moradores de Guarulhos. Considerada uma doença extremamente contagiosa, a infecção pode ser prevenida com a vacinação, tornando urgente a atualização da caderneta de imunização nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município.

Desde a confirmação do primeiro caso de sarampo na cidade neste ano, as medidas de prevenção foram intensificadas. Equipes da Secretaria da Saúde realizam buscas ativas de pessoas vulneráveis, monitoramento de quem teve contato com o vírus e ações de bloqueio vacinal. Uma varredura ocorreu na Vila Galvão, onde profissionais percorreram imóveis para verificar e atualizar as doses dos moradores. De acordo com a administração municipal, a colaboração da população é essencial para conter a doença.

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Perigos e sintomas da infecção

O sarampo é uma infecção grave transmitida pelo ar por meio de tosse, espirros, fala ou respiração de alguém infectado. A orientação técnica é que qualquer pessoa que apresente febre acompanhada de manchas vermelhas pelo corpo procure imediatamente um serviço de saúde e evite contato com outros cidadãos até receber a avaliação médica.

Os primeiros sintomas incluem:

  • Febre alta e mal-estar geral;

  • Tosse e coriza (nariz escorrendo);

  • Conjuntivite;

  • Manchas vermelhas na pele (que surgem logo em seguida).

A doença é perigosa porque pode evoluir para complicações severas, como pneumonia, encefalite (infecção no cérebro) e até levar ao óbito. O risco é ainda mais alto para crianças pequenas, gestantes e pessoas com o sistema imunológico enfraquecido.

Quem precisa comparecer às UBSs?

A vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde de Guarulhos. O esquema de doses funciona da seguinte forma:

  • Bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias: Devem receber a “dose zero” (uma proteção temporária aplicada devido ao risco de circulação do vírus, que não substitui as doses fixas).

  • Crianças aos 12 e 15 meses: Precisam tomar as duas doses obrigatórias da rotina.

  • Jovens e adultos de 1 a 29 anos: Devem ter a comprovação de duas doses tomadas ao longo da vida.

  • Adultos de 30 a 59 anos: Devem ter o registro de pelo menos uma dose na carteirinha.

Quem perdeu o documento de vacinação ou tem dúvidas se foi imunizado no passado deve procurar a UBS mais próxima. Os profissionais de saúde vão avaliar o histórico e aplicar as doses em falta. Para as crianças, é fundamental apresentar a carteirinha para o controle correto. A alta cobertura de imunizados é a única forma de impedir que o vírus continue circulando pelo município.