Economia

Ibovespa fecha em nova máxima histórica aos 81.675,42 pontos, em alta de 0,56%

O fluxo de recursos segue sendo o fiel da balança para o desempenho do Ibovespa, que renovou nesta segunda-feira, 22, nova máxima histórica. Após passar a manhã em queda, mostrando a cautela dos investidores pelo evento político que se seguirá nesta semana, o índice à vista Ibovespa firmou-se em trajetória de alta na segunda etapa da sessão de negócios.

A mudança para o sinal positivo veio concomitantemente com a virada do principal índice em Wall Street, o Dow Jones, que abriu a sessão em queda e reverteu para alta acompanhando os pares em Nova York. O principal índice da bolsa brasileira fechou em alta de 0,56%, aos 81.675,42 pontos em nova máxima histórica.

O volume financeiro foi de R$ 7,75 bilhões. Segundo Álvaro Bandeira, economista-chefe da ModalMais, em 18 dias deste mês os investidores não-residentes ingressaram com R$ 5,3 bilhões na bolsa. Isso significa quase 40% de todo o fluxo apurado no ano passado inteiro (R$ 13,4 bilhões).

O apetite por risco segue na esteira da recuperação econômica global e a continuidade das políticas monetárias das nações desenvolvidas, que tornaram o dinheiro barato e abundante. Essa perspectiva positiva puxa a cotação das commodities para cima e beneficia a bolsa brasileira. As ações da Petrobras ON e PN finalizaram o pregão com ganhos de 1,04% e 1,15% na esteira da valorização dos contratos futuros de petróleo.

Soma-se a isso, ressalta Bandeira, a busca dos investidores institucionais brasileiros, que seguem a modulação de suas carteiras já de olho na possibilidade de melhores ganhos da renda variável uma vez que a taxa básica de juros, Selic, é hoje quase a metade do que há um ano.

“Os institucionais estão no limite mínimo do enquadramento em renda variável. Também os family offices, insatisfeitos com a rentabilidade, aumentam o apetite pelo risco”, afirmou o economista da ModalMais para quem a bolsa ainda tem potencial para subir mais.

Para Shin Lai, analista da Upside Investor Research, a não ser pelo fato do julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é um evento político muito importante nesta semana, não há outras grandes notícias nesta seara. “Assim, isolando-se os fatores políticos internos, o que aparece são dados econômicos que é o que realmente importa para as empresas”, disse.