Economia

Juros fecham nas mínimas, em sintonia com queda do dólar

As taxas dos contratos futuros de juros recuaram e terminaram nas mínimas da sessão desta terça-feira, 18, influenciadas pela baixa do dólar. O giro de negócios na renda fixa seguiu contido, devido às incertezas sobre a formação da equipe econômica do governo.

No fechamento do pregão regular na BM&F Bovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para julho de 2015 (28.880 contratos) fechou com taxa de 12,12%, ante 12,15% no ajuste anterior. O DI com vencimento em janeiro de 2016 (123.660 contratos) tinha taxa de 12,51%, de 12,56% no ajuste de ontem. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 (882.45 contratos) projetava taxa de 12,65%, ante 12,76%. O DI para janeiro de 2021 (73.655 contratos) registrava taxa de 12,63%, de 12,74% no ajuste anterior.

No fim do dia, o dólar à vista registrou queda de 0,50%, aos R$ 2,5890, no balcão. O volume de negócios somava US$ 1,070 bilhão perto das 16h30, sendo US$ 1,003 bilhão em D+2. No mercado futuro, o dólar para dezembro perdia 0,82%, aos R$ 2,5980.

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, disse nesta tarde, ao apresentar os dados do Boletim Regional, que desde o último documento a inflação ao consumidor permaneceu elevada. Hamilton fez questão de reforçar uma mensagem mais dura contra a inflação. Ele lembrou que antes da reunião de outubro o Copom havia sinalizado que não estava confortável com a inflação e que não seria complacente. Segundo ele, o Copom também disse que “agiria como necessário, como de fato o fez”. Hamilton ainda disse que o BC pode recalibrar a política monetária quando necessário. “No momento certo o Comitê poderá recalibrar sua ação de política monetária de modo a prevalecer um cenário benigno para os próximos anos”, afirmou.

No término da sessão, os investidores seguiam na expectativa sobre os desdobramentos da reunião entre a presidente Dilma Rousseff e ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, ainda em curso. Este é o único compromisso presente na agenda oficial de Dilma para hoje.