Economia

Juros futuros terminam em baixa, alinhados ao dólar

A queda do dólar exerceu pressão sobre as taxas de juros futuras, que fecharam em baixa, nesta terça-feira, 31. com o mercado registrando forte fluxo de estrangeiros na ponta mais longa da curva a termo.

Segundo profissionais do mercado, apesar dos dados ruins das contas do governo, divulgados hoje, a cotação elevada do dólar e das taxas de juros brasileiras atraiu forte demanda de investidores estrangeiros para os DIs mais longos.

O Tesouro informou que o Governo Central registrou em fevereiro o pior resultado para o mês desde 1997, com um déficit de R$ 7,357 bilhões, maior que o piso do intervalo das estimativas. Já o setor público consolidado apresentou déficit primário de R$ 2,3 bilhões em fevereiro, marcando o pior resultado para o mês desde 2013, conforme dados do Banco Central.

Durante a audiência no Senado, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que o diálogo com Estados e municípios é muito importante e continuou defendendo que o ajuste fiscal é necessário para reverter a deterioração fiscal e das contas externas. “A presidente Dilma tem feito um trabalho incansável de explicar razões do governo”, afirmou. “Se não fizermos ajuste, ainda existe risco de perder o grau de investimento. O custo será altíssimo para o governo, para as empresas e para o trabalhador”, declarou, entre outras considerações.

No fim do pregão regular, na BM&F Bovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2015 (45.370 contratos) mostrava taxa de 13,020%, na mínima, ante 13,049% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2016 (176.745 contratos) indicava 13,50%, de 13,59% no ajuste anterior. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 (176.745 contratos) indicava 13,38%, na mínima, de 13,47% no ajuste de ontem, e o com vencimento em janeiro de 2021 marcava 12,94%, ante 13,06% no ajuste anterior.

No fim dos negócios, o dólar à vista caiu 0,59%, a R$ 3,200. O volume de negócios totalizava US$ 2,737 bilhões por volta das 16h30. No mercado futuro, o dólar para maio, o mais líquido, recuava 1,14%, a R$ 3,2205.