Estadão

Juros futuros têm leve baixa em dia de agenda movimentada e Ômicron no radar

As taxas de juros dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) operam em leve baixa em toda a curva nesta manhã, confirmando as estimativas dos analistas. O risco de espalhamento da cepa Ômicron do coronavírus, principalmente com o alerta de que as vacinas disponíveis tenham menor eficácia, sugere nova desaceleração das economias pelo mundo. Com isso, ganham força as apostas de uma política monetária doméstica mais dovish.

A taxa de desemprego medida pelo IBGE ficou em 12,6% no trimestre até setembro, praticamente em linha com a mediana das estimativas do Projeções Broadcast (12,7%).

O mercado de juros aguarda agora as participações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em dois eventos virtuais.

Além disso, o dia também é de leilão de Notas do Tesouro Nacional (NTN-B), cujos volumes ainda não foram divulgados. Às 10 horas, o contrato de DI para janeiro de 2023 tinha taxa de 11,84%, ante 11,89% do ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2025 projetava 11,57%, contra 11,59%.

O cenário político também é de agenda relevante, com expectativa de votação da PEC dos Precatórios na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

O presidente da comissão, Davi Alcolumbre (DEM-AP), se comprometeu a votar a PEC ainda nesta terça-feira no colegiado, mas não garante um clima fácil para a aprovação no colegiado, de acordo com interlocutores ouvidos pelo Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. A sessão começou há instantes.