Estadão

Lula diz que agência do Japão anunciará investimento para recuperar terra degradada no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, 30, que na próxima quinta, 2, a Jica, Agência para Cooperação Internacional do Japão, em tradução livre, anunciará investimentos no Brasil. Segundo o petista, os recursos serão usados na recuperação de áreas degradadas.

"Na quinta-feira, vou me reunir com o ministro da Agricultura Carlos Fávaro e com esse banco chamado Jica que vai anunciar investimentos na recuperação de áreas degradadas no Brasil. Ao invés de derrubar árvore, nós vamos plantar árvore", disse o presidente brasileiro. A recuperação de terras degradadas para expandir a produção agrícola sem desmatar foi uma promessa de campanha de Lula.

O presidente brasileiro deu a declaração a jornalistas japoneses no Palácio do Planalto pela manhã. O <i>Broadcast Político</i> ouviu o registro da conversa, que não foi divulgado no momento em que acontecia. O primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, visitará Brasília na sexta-feira, 3.

Lula indicou aos jornalistas do país asiático que cobrará ajuda para preservar as florestas. Esse é um tema comum quando o petista tem conversas com representantes de países ricos – o foco costuma ser a Amazônia. "Espero que o Japão compartilhe com o Brasil a política de manutenção das florestas que queremos ter. Manter uma floresta em pé custa muito dinheiro", declarou o chefe do governo brasileiro.

Na declaração, Lula defendeu a parceria entre empresários de ambos os países. De acordo com o chefe do Executivo, Kishida encontrará empresários brasileiros e japoneses em São Paulo. Além de ser a mais rica do Brasil, a cidade foi o principal destino da imigração japonesa para o País.

"É muito importante que os empresários japoneses pensem em construir parcerias com empresários brasileiros para que a gente possa crescer economicamente, Japão e Brasil", declarou Lula.

"Todo mundo deseja algumas coisas em qualquer país. Você precisa de estabilidade política, estabilidade econômica, de estabilidade fiscal, estabilidade social e precisa de previsibilidade das coisas que vão acontecer no mundo. E o Brasil oferece tudo isso", declarou. "Temos segurança jurídica, política, econômica, social e temos o desejo de fazer o Brasil se transformar em uma das seis maiores economias do mundo. Por isso acho muito importante essa aproximação do Brasil com o Japão", defendeu.

Na avaliação do petista, o país asiático está muito longe do Brasil geograficamente, mas humanisticamente, muito perto. "Porque vivemos em paz, gostamos da paz e achamos que a paz é a melhor forma de você desenvolver uma nação."

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