Economia

Mãe protesta após enterro de quinto jovem morto no Rio por PMs

Após o atraso para a liberação do corpo junto ao Instituto Médico Legal (IML), o jovem Cleiton Correa de Souza, de 18 anos, foi enterrado na noite desta segunda-feira, 30, no cemitério do Irajá, na zona do norte do Rio. Ele foi o último dos cinco jovens assassinados por policiais militares no sábado a ser sepultado.

O corpo do jovem chegou ao cemitério de Irajá às 20h25 e entrou no local dentro do carro funerário, já que não havia mais iluminação. O atraso para a liberação do corpo junto ao IML chegou a provocar protestos no fim da tarde. Um grupo invadiu a via localizada em frente ao cemitério e interrompeu o trânsito por alguns minutos.

Diante de uma bandeira do Brasil com 50 furos – que representava o número de tiros disparados pelos PMs – a mãe de Cleiton protestou pelo fato de os acusados estarem detidos em um quartel da Polícia.

“Se o meu filho tivesse matado um policial, ele estaria preso (no presídio) em Bangu. Eu quero eles presos em Bangu e não no quartel. Só faço um pedido ao (governador Luiz Fernando) Pezão e ao (prefeito) Eduardo Paes, como presente de Natal: uma coroa de flores para botar no caixão do meu filho”, disse, aos gritos, Mônica Aparecida Corrêa.

Os jovens – Carlos Eduardo da Silva de Souza, Cleiton Correa de Souza, Wilton Esteves Domingos Junior, Roberto de Souza Penha e Wesley Castro Rodrigues – foram assassinados por policiais militares na noite de sábado em Costa Barros, zona norte do Rio. Quatro policiais militares foram presos, três deles pelos assassinatos e todos por forjar a cena do crime.

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