Mesmo antes do início do verão, período de maior incidência de chuvas, a dengue preocupa a população de Guarulhos. Desde o início do ano, a cidade contou 25.733 confirmações da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, segundo divulgou a Secretaria Municipal de Saúde nesta terça-feira. O número é cinco vezes maior que o total de casos registrados durante todo o ano de 2014, quando houve 5.139 casos confirmados no município.
A pasta explicou ao GuarulhosWeb que o trabalho de combate à dengue é realizado pela Secretaria de Saúde durante o ano todo, incluindo visitas domiciliares, bloqueio de criadouros, intervenção em pontos estratégicos, tais como cemitérios, desmanche de veículos e borracharias, além de campanhas educativas. Além disso, em casos de notificação de suspeita de dengue, a Secretaria realiza um trabalho específico no entorno da casa da pessoa notificada, ampliando o raio de ação para até 300 metros. A ação consiste em eliminar todos os recipientes que possam acumular água e, quando necessário, fazer a eliminação de focos do mosquito transmissor da dengue com larvicidas (produtos químicos).
Apesar dos esforços da população para evitar o acumulo de água parada e limpa, em meio a crise hídrica, o GuarulhosWeb tem recebido de diversos munícipes reclamações sobre a falta de comprometimento da Prefeitura com relação ao recolhimento de lixo em vias públicas, além de terrenos abandonados que acabam acumulando água e podem se tornar criadouros da doença.
Prevenção
A Secretaria informou que o importante é evitar o acúmulo de água limpa no ambiente doméstico (bacias, baldes, ralos de banheiros, pneus, latas, tapinhas de garrafas pet, vasos de plantas). Caso seja necessário armazenar água neste momento de crise hídrica, a pessoa deve observar alguns cuidados que são fundamentais para evitar a dengue, como manter rigorosamente tampados balde, bacias, caixas d'água, além de conservar lajes e calhas limpos e secos. A pessoa deve ainda descartar no lixo, logo após o uso, copos descartáveis, tampas de garrafas, embalagens de iogurte, manteiga, margarina e produtos semelhantes. As piscinas devem receber tratamento adequado, com cloro. Já os bebedouros de animais devem ser lavados e a água trocada pelo menos duas vezes por semana.
Segundo a pasta, desde 2010, o tema também foi incluído nas palestras promovidas pelo Centro de Controle de Zoonoses para todas as pessoas que aguardam a castração de seus animais.



