A presença de motoristas clandestinos voltou a provocar confusões e episódios de violência no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Na madrugada desta quarta-feira, 7 de outubro, uma briga envolvendo os chamados “arrastadores” foi registrada na área do terminal, reacendendo o debate sobre a segurança de passageiros no local. O grupo atua abordando viajantes diretamente no desembarque para oferecer transporte sem autorização legal, praticando cobranças abusivas e, em casos investigados pela polícia, coação.
Na visão da Guarucoop, cooperativa oficial de táxis que opera no terminal, o novo desentendimento evidencia a reincidência da prática ilegal após o término de operações ostensivas no espaço. Em junho deste ano, a Polícia Civil deflagrou a Operação Rapere, cumprindo mandados de prisão e busca após analisar dezenas de boletins de ocorrência que apontavam extorsões e falsos serviços de aplicativo. No entanto, a cooperativa de transporte de passageiros aponta que fiscalizações pontuais afastam os suspeitos de forma temporária, exigindo uma presença policial contínua para coibir o problema na origem.
Cobrança por presença policial contínua
Lideranças da Guarucoop destacam que a falta de um policiamento ostensivo e permanente permite o retorno gradual dos captadores informais. A categoria reforça que conflitos anteriores já resultaram em episódios de agressão na capital e região metropolitana, e defende que o rigor das investigações seja direcionado a afastar definitivamente quem atua fora da legislação.
A entidade esclarece ainda que os conflitos recentes não envolvem motoristas de aplicativos devidamente cadastrados nas plataformas oficiais e autorizados a operar nos pontos regulamentados.


