Quatro procurados da Justiça foram presos pela Polícia Militar durante a partida entre Corinthians e Atlético-MG, realizada no domingo (24), na Neo Química Arena, em Itaquera, na zona leste de São Paulo. As prisões ocorreram após identificação feita pelo programa Muralha Paulista, sistema de monitoramento que utiliza reconhecimento facial integrado a bancos de dados de segurança pública.
Segundo a Polícia Militar, o sistema identificou oito pessoas com mandados de prisão em aberto no momento da compra dos ingressos para o jogo. No entanto, apenas quatro delas compareceram ao estádio e acabaram localizadas pelas equipes do 2º Batalhão de Polícia de Choque, responsável pelo policiamento do evento.
Reconhecimento facial emitiu alertas em tempo real
O sistema cruzou os dados dos torcedores com informações do Banco Nacional de Mandados de Prisão e gerou alertas automáticos para as equipes de segurança que atuavam na arena.
Os procurados foram encontrados em diferentes pontos do estádio, incluindo acessos, setores destinados ao público e áreas de serviço.
Entre os mandados judiciais identificados estavam determinações relacionadas a inadimplência de pensão alimentícia e crimes de trânsito.
Após a abordagem e a confirmação das identidades, os envolvidos foram encaminhados ao Posto de Comando instalado na Neo Química Arena para o cumprimento das ordens judiciais.
Mais de 300 foragidos capturados
A utilização da tecnologia faz parte da parceria entre a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e os clubes paulistas para reforçar a segurança em eventos esportivos.
De acordo com o governo estadual, desde a implantação do reconhecimento facial nos estádios, o sistema já contribuiu para a captura de pelo menos 317 foragidos da Justiça.
Como funciona o Muralha Paulista
O programa Muralha Paulista reúne uma rede de câmeras e sensores integrados a bancos de dados estaduais e nacionais. A estrutura inclui equipamentos de reconhecimento facial, leitores automáticos de placas de veículos e sistemas de monitoramento em tempo real.
Além de localizar foragidos da Justiça, a tecnologia auxilia no monitoramento do trânsito, na localização de pessoas desaparecidas e na identificação de veículos furtados ou roubados.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a integração dos dados permite restringir rotas de fuga, aumentar a capacidade de resposta das forças policiais e contribuir para a redução da reincidência criminal por meio da captura de indivíduos procurados pela Justiça.


