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No Rio, turista holandesa junta-se a argentinos na final

A Copa do Mundo acabou, mas muitos turistas continuam no Rio e pretendem prolongar a estadia no Brasil. Entre os visitantes que ficaram hospedados no Sambódromo, no centro da cidade (a maioria argentinos) chama a atenção a história da holandesa Paulien Asma, de 27 anos, que está no Rio com os “hermanos”.

Em novembro, ela chegou ao Chile e desde então viaja pela América Latina. Quando desembarcou, Paulien não tinha a intenção de conhecer o Brasil, principalmente durante o Mundial, porque achava que o País estaria lotado e os preços, muito altos. “Mas eu fui contagiada pelo clima de Copa nos outros países”. De San Pedro de Atacama (no norte do Chile) ao Rio, já percorreu 5 mil quilômetros de carona: para chegar ao Brasil, foram oito dias.

Com amigos chilenos, conseguiu carona com um caminhoneiro de São Francisco de Assis (RS) até Porto Alegre. Ao chegar à capital, ficaram um dia na casa dele, conheceram sua família e tomaram vinho. Depois seguiram para São Paulo – sempre de carona – para assistir Holanda e Chile, na primeira fase, na Fan Fest. No Rio, foram para Paraty, na Costa Verde fluminense, onde os chilenos estão acampados.

De lá, voltou para a capital paulista com argentinos que conheceu pelo caminho para assistir à semifinal contra a Argentina. Apesar de sua seleção ter conquistado o terceiro lugar em Brasília, ela preferiu ficar no Rio com os argentinos. “Afinal, era uma final de Copa do Mundo”, explica. Ainda sem destino certo, Paulien aproveita os dias de sol para conhecer os cariocas e planejar quais cidades brasileiras conhecerá até dezembro, quando irá para a Argentina.

A volta para a Holanda foi adiada de junho para setembro, mas ela pretende prolongar um pouco mais. Paulien quer voltar para o Chile em fevereiro e ficar lá até julho do ano que vem. Lá, ela pretende trabalhar em uma adega de vinho, uma das especialidades do país. “Meus pais estão preocupados e com saudades, mas estou fazendo o que eu gosto (viajar) e sei que eles estão gostando”. A explicação para viagens tão longas, ela tem na ponta da língua. “Não preciso conhecer os pontos turísticos. Viajar para mim é encontrar e conhecer as pessoas que vivem no local. É o que tem mais valor”, diz.

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