Polícia

Operação Noir et Blanc prende funcionários do Aeroporto de Guarulhos por tráfico para a França

PF mira funcionários do aeroporto em esquema de tráfico para Paris (Imagem: ilustração)
PF mira funcionários do aeroporto em esquema de tráfico para Paris (Imagem: ilustração)
Polícia Federal realiza operação em Guarulhos contra grupo criminoso que aliciava funcionários do aeroporto para enviar cocaína à França

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (16) a Operação Noir et Blanc para desarticular uma organização criminosa envolvida no tráfico internacional de drogas por meio do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. A investigação aponta que funcionários do terminal aeroportuário facilitavam o envio de cocaína para Paris, na França.

De acordo com a PF, o grupo criminoso utilizava trabalhadores com credenciais de acesso a áreas restritas do aeroporto para burlar os sistemas de fiscalização e permitir o embarque da droga em voos comerciais. O esquema teria utilizado códigos visuais previamente combinados entre os integrantes.

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Durante a ação, agentes federais cumpriram dois mandados de prisão temporária e quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. As ordens judiciais foram executadas em endereços ligados aos investigados e também em armários utilizados pelos suspeitos dentro do aeroporto.

As apurações indicam que a quadrilha tentou enviar mais de 58 quilos de cocaína para a capital francesa. O material ilícito seria despachado aproveitando a estrutura logística do terminal, considerado o maior e mais movimentado do país.

A Polícia Federal informou que a operação busca interromper a atuação do grupo e aprofundar as investigações para identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso, incluindo eventuais conexões internacionais.

O Aeroporto de Guarulhos é um dos principais pontos de entrada e saída de cargas e passageiros do Brasil, o que exige constante monitoramento das autoridades para prevenir crimes transnacionais, como tráfico de drogas, contrabando e lavagem de dinheiro.

A PF não divulgou, até o momento, a identidade dos presos. O caso segue em investigação.