O caso chamou a atenção das autoridades por envolver mercadorias de alto valor e a participação de um funcionário do próprio aeroporto no esquema criminoso.
De acordo com o delegado responsável pela investigação, criminosos contam com a ajuda de um operador de empilhadeira que trabalhava no terminal, facilitando o acesso e a retirada das mercadorias sem serem percebidos pelos sistemas de segurança e pelo restante dos funcionários.
“As imagens mostram que havia uma coordenação entre alguém de fora e um operador de dentro do aeroporto, que deixava a carga em um ponto previamente combinado. Durante horários de menor movimento, outros integrantes da quadrilha carregavam as caixas em um caminhão como se fosse uma operação normal”, explicou o delegado João Carlos Hueb.
Mercadoria visada
O alvo dos criminosos eram telas de celulares destinadas a mercados populares no país. Cada caixa levada pode custar até R$ 300 mil, devido à quantidade de peças de alto valor tecnológico. O material roubado teria sido rapidamente levado para centros comerciais informais, onde é comercializado de forma irregular.
Prisões e andamento das investigações
O operador de empilhadeira, suspeito de facilitar o roubo por dentro do terminal, já foi detido pela Polícia Civil e deve responder por sua participação no crime, incluindo possíveis vínculos com quadrilhas especializadas em desvio de cargas.
As investigações continuam para localizar os demais envolvidos no crime e identificar toda a extensão do esquema. A polícia trabalha com linhas de investigação relacionadas a crime organizado e roubo de cargas de alto valor, um problema que já foi alvo de outras operações também no aeroporto, devido ao histórico de desvios em terminais de carga da região.


