Planejar as férias de julho sem estourar o orçamento ganhou um forte aliado. O Procon-SP divulgou um levantamento detalhado sobre os custos de hospedagem e alimentação em três dos destinos de inverno mais cobiçados do interior paulista: Campos do Jordão, São Roque e Serra Negra. O material funciona como um medidor para o bolso do turista e traz uma excelente notícia para quem pretende pegar a estrada: o preço médio das diárias em hotéis caiu em comparação ao ano passado.
A maior redução foi registrada em São Roque, onde o valor médio dos hotéis recuou expressivos 36,68%. Serra Negra veio logo atrás, com queda de 35,23%, seguida por Campos do Jordão, que teve retração de 27,56%. Nas pousadas o cenário variou: enquanto São Roque registrou alta de 12,31%, Serra Negra apresentou um alívio de 21,44% para os hóspedes.
Para quem quiser conferir os dados na íntegra, o órgão disponibilizou o relatório completo em formato PDF através do endereço: https://www.procon.sp.gov.br/wp-content/uploads/2026/07/Relatorio-Projeto-Inverno-2026.pdf.
O mapa dos custos: Hospedagem e Alimentação
A coleta de dados para os hotéis e pousadas considerou diárias para casal (com café da manhã e estacionamento inclusos) para o fim de semana dos dias 4 e 5 de julho. Já os restaurantes foram fiscalizados presencialmente no início de junho. Os preços médios apontaram os seguintes cenários:
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Campos do Jordão: Conhecida pelo alto padrão, a cidade registrou a diária de hotel mais alta (R$ 1.139,80) e também o self-service por quilo mais caro da amostra (R$ 90,90). Em contrapartida, o prato executivo de frango (R$ 41,36) e o self-service a preço fixo (R$ 51,92) registraram quedas reais de preço em relação ao ano anterior.
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São Roque: Ficou no meio-termo com hotéis na faixa de R$ 755,75 e pousadas por R$ 739,20. O município se destacou pelo preço do prato executivo de frango, o mais barato entre as três cidades, saindo por R$ 32,98 em média.
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Serra Negra: Consolidou-se como a opção mais econômica do circuito. Apresentou os menores preços médios tanto para hotéis (R$ 496,80) quanto para pousadas (R$ 449,20), além de oferecer o self-service a preço fixo mais barato da região, por R$ 32,60.
Evite armadilhas na hora de fechar a conta
Além dos números, os especialistas do Procon-SP montaram um guia prático de direitos para evitar que o consumidor caia em pegadinhas comuns em áreas turísticas. Confira os principais alertas:
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A famosa taxa de 10%: A gorjeta em bares e restaurantes é totalmente opcional. O estabelecimento é obrigado a informar o valor de forma clara e não pode exigi-la caso o serviço não tenha sido prestado adequadamente.
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Multa por desperdício é ilegal: Sabe aquela taxa cobrada por alguns restaurantes se o cliente deixar comida no prato? O Procon-SP reforça que essa cobrança é estritamente proibida por lei.
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Regras para o Vale-Refeição: Nenhum comércio é obrigado a aceitar o benefício. Porém, se o restaurante exibir o adesivo da bandeira na fachada, não pode recusar o pagamento, nem impor limites de valor, dias ou horários para o uso.
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Preço do quilo transparente: Restaurantes self-service não podem anunciar o preço focando apenas no valor de 100g para parecer mais barato. O preço do quilo cheio deve estar visível, assim como o peso do prato vazio (tara).
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Acessibilidade garantida: No setor de hotelaria, os estabelecimentos devem reservar no mínimo 10% de seus dormitórios para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, assegurando ao menos uma unidade completamente adaptada.


