Com a chegada das baixas temperaturas, os hábitos de consumo e lazer do paulista passam por transformações significativas. A segunda edição da pesquisa comportamental realizada pelo Procon-SP revela que um em cada quatro consumidores (25%) enfrenta algum grau de endividamento por conta das despesas de inverno.
O levantamento, feito de forma virtual com 556 participantes entre os dias 9 e 30 de junho, busca identificar as práticas mais frequentes do período para orientar a população sobre seus direitos e planejamento financeiro.
Agasalhos e saúde lideram prioridades do orçamento
Diante dos dias mais frios, as famílias têm reorganizado a distribuição dos seus recursos. O topo da lista de produtos mais adquiridos no período é ocupado por roupas de frio e agasalhos, vindo logo em seguida os alimentos e bebidas típicos da estação.
Outro destaque de consumo é o cuidado com a saúde, frequentemente associado ao clima frio. Pelo menos um terço dos entrevistados citou a compra de medicamentos e vacinas entre as prioridades do período, além da contratação de serviços médicos e hospitalares.
Lazer em segundo plano e viagens reduzidas
Diante das despesas adicionais e da margem de endividamento, as opções de lazer ficaram em segundo plano para a maioria da população.
Apenas 29% dos participantes afirmaram frequentar eventos na estação, dando clara preferência a festas juninas, julinas e quermesses realizadas em igrejas, praças e espaços públicos, onde o acesso é gratuito.
Já a parcela de quem costuma viajar durante o inverno caiu para 14,57%, tendo como destino principal as cidades do interior do Estado de São Paulo. A redução no fluxo de viagens e passeios reforça a postura de cautela do orçamento familiar para conter novos gastos.
Perfil dos entrevistados
O questionário do Procon-SP contou com 23 perguntas fechadas respondidas por usuários do portal do órgão.
A maior parte do público participante é formada por mulheres (70,5%), pessoas com idade entre 26 e 50 anos (64,21%), moradores da capital paulista (52,34%) e famílias com renda de até quatro salários mínimos (65,47%).
Os consumidores que desejam conferir a pesquisa do Procon de forma completa podem acessá-la através do LINK.


