Estadão

PMI composto cai a 53,4 em outubro, mostra IHS Markit

O Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) composto do Brasil, que engloba os setores industrial e de serviços, recuou para 53,4 pontos em outubro, de 54,7 pontos em setembro, divulgou nesta quinta-feira, 4, a IHS Markit. Ainda acima da marca de 50, o dado mostra que a atividade segue em expansão, apesar de ter registrado o crescimento mais lento em cinco meses.

De acordo com o relatório, o crescimento foi sustentado por serviços, cujo PMI subiu de 54,6 em setembro para 54,9 em outubro. De acordo com as empresas consultadas, o resultado é fruto de um grande volume de novos negócios, com aumento acentuado da produção e mais criação de empregos. A segunda alta mais forte da série histórica nos custos de insumos, porém, aparece como preocupação para os prestadores.

"Embora o setor de serviços tenha apresentado bom desempenho, os fabricantes tiveram dificuldade para garantir pedidos, devido às interrupções na cadeia de suprimentos e às pressões sobre os preços", pondera na nota a diretora associada de Economia da IHS Markit, Pollyanna de Lima. "Contudo, dada a grande contribuição dos serviços à economia do setor privado, as vendas e a produção agregadas cresceram ainda mais em outubro."

No contraponto entre o avanço em serviços e a fragilidade do setor industrial, os prestadores de serviços conseguiram garantir novos trabalhos em outubro, mas os fabricantes observaram um declínio no volume de pedidos. O volume agregado de novos negócios do setor privado subiu pelo sexto mês consecutivo, com uma taxa sólida, embora a mais contida desde maio.

Os dados de outubro indicaram um aumento quase recorde nos custos gerais de insumos, e a taxa de inflação dos preços cobrados atingiu um recorde na série. A confiança entre as empresas do setor privado arrefeceu, com o menor nível em três meses, em declínio tanto entre os fabricantes quanto entre os prestadores de serviços.

"As empresas em ambos os segmentos se mostraram menos otimistas em relação ao futuro, com preocupações em relação a aumento das despesas, escassez de matéria-prima, queda do poder de compra e eleições de 2022", explica Lima.