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Polícia desarticula quadrilha do “falso frete” que mantinha vítimas em cárcere em Guarulhos

Foto: Divulgação/Polícia Civil
Foto: Divulgação/Polícia Civil
Polícia Civil prende quadrilha do falso frete em Guarulhos e SP. Grupo sequestrava motoristas de vans para roubo de veículos e extorsão bancária.

A Polícia Civil, por meio da Divisão Antissequestro (DAS), desmantelou nesta segunda-feira (4) uma organização criminosa especializada no golpe do “falso frete”. A operação resultou na prisão de dois homens e uma mulher em ações simultâneas na capital paulista e em Guarulhos.

O grupo é investigado pelo roubo e revenda ilegal de vans, além de extorsão mediante sequestro. Um quarto integrante da quadrilha permanece foragido.

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O Modus Operandi

De acordo com as investigações lideradas pela 1ª Delegacia Antissequestro, o bando utilizava aplicativos de frete para atrair os motoristas. O delegado titular da DAS, Fábio Nelson, explicou a dinâmica do crime:

  • Atração: Os criminosos simulavam a contratação de um serviço de frete via aplicativo.

  • Abordagem e Cárcere: Ao chegarem ao local, as vítimas eram rendidas por criminosos armados e levadas para áreas de mata.

  • Extorsão: Sob ameaça, os motoristas eram obrigados a realizar transferências bancárias.

  • Roubo do Veículo: Após esvaziarem as contas das vítimas, os criminosos roubavam os veículos para revenda clandestina.

Caso em Guarulhos deu origem à operação

As diligências começaram após um crime ocorrido em julho do ano passado em Guarulhos. Na ocasião, o motorista de uma van foi mantido em cárcere privado por cerca de 10 horas em uma área de mata. A vítima só foi libertada após os criminosos realizarem diversas transações bancárias de sua conta.

Estrutura Criminosa

A quadrilha possuía uma divisão clara de tarefas, abrangendo desde a execução do sequestro até a logística dos veículos e a movimentação financeira dos valores obtidos ilegalmente.

A ação contou com o apoio operacional de unidades de elite do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), incluindo o Grupo de Operações Especiais (GOE), o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) e o Grupo Especial de Reação (GER). As autoridades prosseguem com as investigações para identificar outros possíveis membros da organização.