Estadão

Renato Augusto prevê jogo de xadrez em clássico com o Palmeiras

O dérbi entre Palmeiras e Corinthians, nesta quinta-feira, vai reunir os dois times com o melhor aproveitamento do Paulistão até agora. Se o alviverde vem de duas vitórias seguidas em clássicos, o alvinegro goleou na última rodada. Diante da boa fase das duas equipes, o volante Renato Augusto espera um "jogo de xadrez" no Allianz Parque, em jogo atrasado do Estadual.

"Eu costumo dizer que alguns jogos grandes, como clássicos, são jogos de xadrez. Às vezes tem que mudar uma peça no momento exato para chegar ao gol. São duas grandes equipes, clubes gigantescos, quem ganha com isso é o público que assiste ao jogo, tanto de casa quanto do estádio. Espero que a gente possa fazer um grande jogo e ganhar", projetou.

Renato Augusto evitou apontar favoritos e falar em possíveis resultados. Cauteloso, o experiente jogador se esquivou diante de perguntas sobre uma eventual postura mais retrancada do Palmeiras, que vem repetindo esse estilo de jogo nos últimos meses.

"Cada jogo tem a sua história, é difícil cravar como cada time joga. No clássico contra o São Paulo, tomamos o gol com um minuto e depois ficamos tentando o gol o tempo inteiro. No jogo Palmeiras x São Paulo o Palmeiras fez o gol primeiro e o São Paulo tentou buscar o jogo. Não tem como garantir como o Palmeiras vai vir ou como nós vamos", afirmou.

O volante também se mostrou cuidadoso ao projetar o confronto no gramado sintético do Allianz Parque, que ele ainda não conhece. "É muito difícil porque ainda não joguei lá no sintético. Quando joguei lá, era grama natural. Dizem que é uma grama um pouco melhor do que as tradicionais. É um time que está acostumado a jogar ali. Pode ter uma pequena vantagem por estar acostumado, mas não podemos ficar lamentando quanto a isso. Vamos tentar nos adaptar o mais rápido possível."

Cada vez mais à vontade sob o comando do técnico Vítor Pereira, Renato Augusto disse que segue com as mesmas funções e posicionamento dentro de campo. E que poderá apostar nos chutes de longa distância para surpreender a defesa palmeirense no clássico.

"Você pega um time que joga junto há muito tempo, que tem uma defesa sólida, forte. Você tem que ir criando opções, precisa ter um leque para chegar ao gol. Muitas das vezes vai ser de cruzamento, finalização de fora da área, infiltração. Então, é uma grande possibilidade de chegar ao gol. Procuro sempre trabalhar quanto a isso. Nos jogos, quando tenho oportunidade, procuro arriscar. A gente até brinca: só faz gol quem chuta ", comentou.

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