Economia

Renova e SunEdison focam em projetos de larga escala

A joint venture entre a Renova Energia e a SunEdison, anunciada nesta segunda-feira, 24, atuará especificamente no segmento de projetos solares de larga escala voltados ao atendimento do mercado regulado. As companhias também analisam possíveis parcerias em outros segmentos, caso da geração distribuída de energia, porém em um primeiro momento o acordo envolve apenas grandes projetos a serem incluídos em leilões de energia nova.

“O escopo da parceria envolve projetos solares de larga escala no ambiente regulado, mas conversamos sobre possibilidades para ampliar a parceria em outros mercados”, afirmou o diretor financeiro e de Relações com Investidores da Renova, Pedro Pileggi, em coletiva de imprensa que acontece neste momento em São Paulo. “Há, por exemplo, uma avaliação de ação conjunta em geração distribuída”, exemplificou o executivo.

A joint venture surge com 50% de participação de cada empresa e uma capacidade contratada de 106,9 MW, negociada no leilão de energia de reserva (LER) a partir de projetos cadastrados pela Renova. São quatro parques localizados no sudoeste da Bahia, mesma região dos parques eólicos em operação da Renova. A SunEdison fornecerá os módulos e trackers do projeto.

As duas sócias também pretendem adicionar projetos que estão atualmente em desenvolvimento nos portfólios das empresas, alcançando um patamar de 1 GW de projetos solares.

Investimento compartilhado

O investimento de cerca de R$ 500 milhões a ser feito pela Renova Energia na construção dos quatro projetos solares que saíram vencedores do leilão de energia de reserva (LER) será compartilhado com a SunEdison, informou o diretor financeiro e de Relações com Investidores da Renova, Pedro Pileggi. Os projetos devem possuir 65% de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os outros 35% seriam divididos entre os novos sócios.

A joint venture anunciada hoje pela Renova e pela SunEdison, cujo nome ainda não foi definido, chega ao mercado com 106,9 MW de capacidade e expectativa de adicionar outros 100 MW em projetos já em análise nos portfólios das duas companhias. Tais projetos ainda estão em fase de análise. O foco da companhia é alcançar um patamar de 1 GW em projetos em um curto espaço de tempo, de acordo com Pileggi. As companhias não divulgaram um cronograma.

Mercado

Para Pileggi, a redução do custo de geração de energia a partir da captação dos raios solares é uma das razões que levam ao crescimento dos projetos fotovoltaicos pelo mundo. Nos últimos quatro anos, o custo de geração caiu 54%, tendência de queda que deve perdurar ao longo dos próximos anos. Entre 2015 e 2017, é possível que o preço caia outros oito pontos porcentuais, resultando em uma retração total de 62% no custo da energia solar entre 2010 e 2017. “Temos muitas possibilidades de os preços continuarem caindo”, destacou Pileggi em coletiva de imprensa realizada neste momento, em São Paulo.

O executivo, contudo, adota um tom mais cauteloso em relação à trajetória dos preços no mercado brasileiro, dado que o segmento ainda é novo no Brasil e as condições dos projetos estão vinculadas diretamente às condições de financiamento fornecidas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A geração de energia fotovoltaica em todo o mundo já alcança 183 GW instalados, de acordo com Pileggi, número que contrasta com a capacidade de menos de 20 MW no Brasil. O líder global desse mercado é a Alemanha, com 35,5 GW, seguida por China (33 GW), Japão (23,7 GW), Itália (18,9 GW) e Estados Unidos (17,7 GW).

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