A Taxa das Blusinhas voltou ao centro do debate econômico nesta quarta-feira (6). O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o governo federal está discutindo o fim da cobrança, que consiste em uma alíquota de 20% de imposto de importação sobre encomendas internacionais de até US$ 50. A tarifa foi implementada originalmente em agosto de 2024.
Apesar da possível revisão, o ministro enfatizou que não pretende abrir mão do programa Remessa Conforme. Segundo Durigan, o programa é essencial para regularizar a entrada de mercadorias no país e garantir que itens como brinquedos sigam as normas de segurança e diretrizes da Anvisa.
O debate sobre a Taxa das Blusinhas
A manutenção ou o fim da medida coloca em campos opostos diferentes setores da economia:
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Defesa da indústria – O vice-presidente da República e ministros do setor produtivo defendem a Taxa das Blusinhas como forma de proteger a indústria nacional.
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Setor varejista – Representantes do comércio brasileiro apoiam a permanência da alíquota para equilibrar a competitividade.
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Arrecadação recorde – O imposto tem sido uma fonte relevante de receita; em 2025, a arrecadação atingiu o recorde de R$ 5 bilhões.
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Crescimento em 2026 – Nos três primeiros meses deste ano, o montante arrecadado subiu 21,8%, chegando a R$ 1,28 bilhão.
Reavaliação política
O ministro pontuou que o tema foi retomado devido à pressão da oposição e de alas internas do governo. Durigan afirmou que não há “tabu” em discutir a extinção da Taxa das Blusinhas, desde que os avanços em fiscalização alcançados pelo Remessa Conforme sejam preservados.



