Saúde

Saiba o que fazer em caso de picada por serpente

Saiba o que fazer e o que evitar em caso de picada de cobra (Foto: Governo de SP)
Saiba o que fazer e o que evitar em caso de picada de cobra (Foto: Governo de SP)
Saiba o que fazer após uma picada de serpente, quais medidas evitar, os principais sintomas e como localizar atendimento com soro antiveneno

Picada de serpente exige atendimento médico rápido e alguns cuidados imediatos. Apesar de práticas como sugar o veneno, fazer torniquete ou cortar o local da picada ainda serem conhecidas, essas medidas são consideradas inadequadas e podem agravar a situação. De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), a principal orientação é procurar atendimento médico o mais rápido possível para avaliação e aplicação do soro antiveneno adequado. A rapidez no atendimento aumenta as chances de evitar complicações graves. Enquanto a pessoa é encaminhada para uma unidade de saúde, algumas medidas podem ajudar.

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O que fazer após a picada

O local atingido deve ser lavado somente com água e sabão. Também é recomendado retirar calçados, tornozeleiras, pulseiras, anéis e outros objetos que possam apertar a região em caso de inchaço. A vítima deve permanecer em repouso e evitar esforços físicos. Sempre que for possível, e sem se aproximar do animal, uma fotografia da serpente pode ser feita para auxiliar os profissionais de saúde na identificação da espécie.

O que não fazer

Algumas medidas populares devem ser evitadas. Não se deve utilizar torniquete ou garrote, cortar ou perfurar o local da picada, nem tentar sugar o veneno. Também não é recomendado aplicar substâncias sobre o ferimento, como álcool, medicamentos caseiros, folhas, pó de café ou outros produtos.

Estado registrou mais de 1,4 mil acidentes em 2026

Dados do Núcleo de Informação Estratégica em Saúde (Nies), da SES-SP, apontam que o Estado de São Paulo registrou 1.415 acidentes envolvendo serpentes e cinco mortes em 2026. Do total de ocorrências, 34,2% foram classificadas como acidentes botrópicos, provocados por serpentes dos gêneros Bothrops e Bothrocophias. Entre elas estão espécies como jararaca, jararacuçu, urutu, caiçaca, comboia e cruzeira. Essas serpentes podem ser encontradas em diferentes ambientes, incluindo margens de rios, áreas agrícolas, regiões litorâneas e locais de transição entre áreas rurais e urbanas.  Nos acidentes botrópicos, os principais sintomas incluem dor e inchaço no local da picada, manchas arroxeadas e sangramentos. Os sangramentos também podem aparecer nas gengivas, na pele e na urina.

A série histórica e os dados sobre acidentes com animais peçonhentos podem ser consultados na plataforma do Nies.

Onde buscar atendimento

A Secretaria de Estado da Saúde disponibiliza uma plataforma online para localizar o Ponto Estratégico de Soro Antiveneno (PESA) mais próximo, onde há disponibilidade de soro para o tratamento. Para encontrar uma unidade, é necessário informar o endereço nos campos indicados na plataforma. O sistema também reúne informações sobre os serviços de atendimento soroterápico disponíveis no Estado de São Paulo.