Estadão

Secretaria diz que não há registro de feridos no desmoronamento de obra do metrô

A Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM) de São Paulo informou nesta terça-feira, dia 1º, que não há informações sobre vítimas no acidente em obra da Linha-6 Laranja do Metrô, "As causas do acidente serão apuradas, assim como a extensão dos danos à obra e às vias locais", diz o órgão, por meio de nota.

A secretaria também informou que, tão logo tomou conhecimento do incidente no poço de ventilação da Linha-6 Laranja do Metrô, determinou o isolamento de todo o perímetro e enviou uma equipe para acompanhar a apuração da causa da ocorrência.

Um desmoronamento foi registrado nas obras da Linha pela manhã. A ocorrência fez ceder parte do asfalto da Marginal do Tietê. O acidente fez com que as faixas da Marginal, no sentido Ayrton Senna, fossem interditadas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) nas imediações da Ponte do Piqueri, na zona oeste da capital paulista.

A CET informou que as pistas da Marginal no sentido da Ayrton Senna permanecem totalmente interditadas. Há uma canalização controlada em duas faixas da pista expressa para que os veículos atravessem o ponto da obra com segurança. Agentes de campo da companhia estão no local orientando os condutores. A CET pediu que os motoristas evitem a Marginal Tietê e as vias da região.

A Linha 6-Laranja do Metrô tem a previsão de interligar o bairro da Brasilândia, na zona norte, à Estação São Joaquim, na região central da capital paulista. A obra tem 15 quilômetros de extensão e previsão de construção de 15 estações. O governo do Estado prevê que a linha, quando estiver pronta, deverá transportar 630 mil passageiros por dia.

A obra é fruto de uma parceria público-privada (PPP) do governo com a concessionária Linha Universidade. As obras estão em execução pelo braço de construção do grupo Acciona. Depois de finalizada a obra, a Linha 6 deverá ser operada pela Linha Uni por 19 anos.

<b>Cratera na estação Pinheiros deixou sete mortos</b>

Em 2007, um deslizamento de terra no canteiro de obras da Estação Pinheiros, da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo abriu um gigantesco buraco de 80 metros de diâmetro e 30 metros de profundidade na tarde do dia 12 de janeiro de 2007. Em pouco mais de um minuto a cratera tragou tudo à sua volta: caminhões, máquinas, carros e quem passava pelo local. Sete pessoas morreram e 79 famílias tiveram que ser removidas de casas interditadas.

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