Uma operação militar coordenada entre Forças de Defesa de Israel e os Forças Armadas dos Estados Unidos desencadeou uma série de ataques contra alvos em território iraniano na manhã deste sábado, elevando dramaticamente a crise no Oriente Médio. As ações, descritas por autoridades como preventivas para neutralizar ameaças percebidas da República Islâmica do Irã, marcaram uma das maiores escaladas militares da região nos últimos anos.
Explosões em Teerã e múltiplas cidades iranianas
Agências de notícias e veículos internacionais relataram diversas explosões em Teerã, capital do Irã, incluindo áreas centrais da cidade e proximidades de instituições governamentais. Testemunhas descreveram colunas de fumaça surgindo no horizonte e ouviram detonações repetidas durante a manhã.
Segundo a cobertura internacional, as ofensivas também atingiram outras cidades iranianas, como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, em ataques aéreos e com mísseis que, de acordo com as forças israelenses e americanas, visaram infraestrutura militar e capacidades de lançamento de armamentos.
O Ministério da Defesa de Israel anunciou oficialmente que os ataques foram realizados “para eliminar ameaças ao Estado de Israel” e impedir que o Irã avance em programas que ameaçariam a segurança de seus aliados.
Resposta iraniana e retaliação em curso
Em resposta à ofensiva, autoridades iranianas confirmaram o lançamento de mísseis e drones contra território israelense e instalações militares americanas na região, em uma retaliação que intensificou ainda mais o conflito. Sirenes foram ouvidas em várias localidades de Israel, com explosões relatadas enquanto sistemas de defesa aérea interceptavam partes dos disparos.
Como medida de segurança, Israel declarou estado de emergência nacional, fechou o espaço aéreo para voos civis e recomendou que a população procure abrigos ou áreas protegidas enquanto a situação se desenvolve.
Justificativas e objetivos declarados
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou em comunicado que a operação — apoiada pelos Estados Unidos — visa enfrentar uma “ameaça existencial” representada pelo regime iraniano e suas capacidades nucleares e balísticas, buscando criar condições para conter ou reverter tais programas.
O presidente dos EUA declarou que a ação também tinha como objetivo proteger interesses americanos na região e impedir que o Irã adquira armas nucleares, reafirmando o compromisso de seu país com a segurança de seus aliados.
Impactos regionais e preocupações internacionais
A escalada militar causou preocupação em capitais ao redor do mundo, com analistas alertando para o risco de um conflito em larga escala que poderia envolver outros atores regionais e afetar mercados globais de energia e segurança internacional.
Além das respostas militares diretas, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) considerou medidas de ajuste de produção de petróleo diante do potencial de instabilidade prolongada na região, que possui rotas estratégicas para o comércio de energia.
Até o momento não há informações completas sobre o número de vítimas civis ou militares, e as autoridades iranianas ainda não divulgaram um balanço oficial de vítimas decorrentes dos ataques.



