Uma central clandestina de golpes via Pix foi descoberta pela Polícia Civil do Estado de São Paulo em uma chácara em Mairiporã, na tarde de quarta-feira (1º). Ao todo, 11 pessoas, com idades entre 20 e 35 anos, foram presas em flagrante suspeitas de integrar um esquema de estelionato praticado pela internet.
Segundo o boletim de ocorrência, os policiais chegaram ao local após receberem informações sobre a operação da “central do crime”. No imóvel, foram encontrados computadores e celulares utilizados para aplicar golpes, além de veículos estacionados na entrada da propriedade. Durante a ação, um carro tentou fugir, mas um indivíduo foi interceptado e confirmou que o local era usado para atividades criminosas.
A quadrilha aplicava golpes simulando compras indevidas. As vítimas, temendo prejuízos, eram induzidas a contatar uma falsa central de atendimento, onde recebiam instruções para transferir valores via Pix para contas de terceiros. De acordo com a investigação, os dados pessoais eram comprados na internet por cerca de R$ 500 por mil registros, e em alguns casos, os criminosos buscavam informações abertas das vítimas, para dar maior credibilidade aos golpes.
No imóvel, a polícia apreendeu notebooks, celulares, acessórios eletrônicos e três veículos, todos encaminhados para perícia. Os detidos foram levados ao Setor de Investigações Gerais (SIG), da Delegacia Seccional de Franco da Rocha, onde permanecem presos por estelionato e associação criminosa. As investigações seguem para identificar outros envolvidos no esquema.
A operação reforça a atuação da Polícia Civil contra os chamados “call centers do crime”, locais usados por quadrilhas para estruturar golpes contra cidadãos. Apenas nas últimas semanas, ações similares resultaram na prisão de dezenas de suspeitos em Ermelino Matarazzo, Suzano e outras cidades da Grande São Paulo, com apreensão de celulares, cartões bancários, notebooks e veículos utilizados nas fraudes.
A população é orientada a redobrar a atenção diante de mensagens suspeitas e a não realizar transferências sem a certeza da veracidade das transações. Em caso de golpes, as vítimas devem registrar boletim de ocorrência e contatar as autoridades competentes.



