Cidades

Motoristas do transporte escolar denunciam falta de diálogo da prefeitura e ameaças de multa

Motoristas do transporte escolar de Guarulhos reclamam de ameaças de sanções e falta de interlocução (Foto-Lucas Aimar)
Motoristas do transporte escolar de Guarulhos reclamam de ameaças de sanções e falta de interlocução (Foto-Lucas Aimar)
Com mobilização por repasses maiores por parte do governo Lucas Sanches (PL), motoristas do transporte escolar denunciam falta de diálogo e ameaças de multa após paralisação iniciada na segunda-feira da semana passada

Motoristas do transporte escolar de Guarulhos voltaram a denunciar a falta de diálogo com a Prefeitura após dias de paralisação e manifestações na cidade. Segundo relatos, a categoria afirma que não recebeu nenhum retorno oficial do poder público até o momento.

“Não tivemos nenhum retorno da Prefeitura. Não fomos atendidos, não tem nada agendado, e o que reina é o silêncio”, disse um dos profissionais, que pediu para não ser identificado, já que a categoria percebeu que existe perseguição por parte da administração Lucas Sanches (PL) aos profissionais que aderiram ao movimento.

De acordo com os trabalhadores, a paralisação ocorreu na última semana, especialmente na segunda e terça-feira, com parte da categoria aderindo ao movimento. Nos demais dias, as manifestações continuaram, mas com adesão menor, justamente devido às ameaças que começaram a receber.

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O último ato foi realizado na sexta-feira sem que qualquer diálogo ocorresse. No momento, os motoristas pretendem suspender, temporariamente, os protestos em frente à Prefeitura e passar a acompanhar as sessões da Câmara Municipal, às segundas e quartas-feiras, com o objetivo de pressionar vereadores por respostas.

Além da falta de negociação, os profissionais relatam que receberam notificações por e-mail com advertências de penalidades. Segundo eles, alguns motoristas foram informados sobre a aplicação de multa de R$ 5 mil, além de 10% do valor do contrato, por faltas consideradas não justificadas durante o período de paralisação.

O GWeb apurou que a categoria decidiu se reorganizar nesta semana e concentrar esforços na mobilização dentro da Câmara, buscando maior visibilidade e apoio político para suas reivindicações.

Até o momento, não houve posicionamento oficial da Prefeitura sobre o caso.