A National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) elevou o nível de monitoramento climático para a possível formação do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico Equatorial.
Segundo o mais recente relatório da agência norte-americana, o status passou do nível de “atenção”, registrado em abril, para “alerta”, estágio imediatamente anterior à confirmação oficial do fenômeno climático.
Aquecimento do Pacífico preocupa meteorologistas
O alerta ocorre após a identificação de aquecimento contínuo das águas subsuperficiais do Pacífico Equatorial pelo sexto mês consecutivo.
Na região técnica conhecida como Niño 3.4, as temperaturas já registram anomalia de +0,4°C acima da média histórica. O índice está próximo do limite de +0,5°C utilizado para caracterizar oficialmente o El Niño.
As projeções divulgadas pela NOAA apontam:
- 82% de probabilidade de consolidação do fenômeno entre maio e julho de 2026;
- 96% de chance entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.
Especialistas afirmam que o estabelecimento definitivo do fenômeno pode ocorrer entre o fim de maio e o início de junho.
Brasil pode enfrentar extremos climáticos
De acordo com as projeções meteorológicas, os impactos no Brasil podem variar conforme a região.
Historicamente, o El Niño provoca:
- aumento das chuvas no Sul do país, elevando riscos de enchentes e deslizamentos;
- períodos de seca no Norte e Nordeste, favorecendo queimadas;
- irregularidade climática no Sudeste, com oscilações de temperatura e alterações no regime de chuvas.
Agricultura e economia podem ser afetadas
O setor agrícola é apontado como um dos mais vulneráveis aos efeitos do fenômeno.
A combinação entre excesso de chuvas em algumas áreas e estiagem em outras pode prejudicar safras de grãos, afetando a produção agrícola, pressionando os preços dos alimentos e impactando a economia.
Institutos meteorológicos, como o Climatempo, ainda recomendam cautela sobre a intensidade do evento, mas reconhecem que os modelos climáticos indicam potencial para um episódio forte.



