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Venezuela sofre pior terremoto em mais de um século e decreta estado de emergência

Dois terremotos consecutivos de magnitude superior a 7 devastam cidades e geram buscas por sobreviventes sob escombros.

Um terremoto histórico e devastador atingiu a Venezuela na noite desta quarta-feira (24), provocando o desabamento de prédios, casas e hotéis em diversas regiões do país, incluindo a capital, Caracas. O desastre começou com um forte tremor de magnitude 7,2 e foi sucedido, apenas 39 segundos depois, por um abalo ainda maior, de magnitude 7,5. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), esta é a atividade sísmica mais potente registrada em território venezuelano nos últimos 126 anos.

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Até a manhã desta quinta-feira (25), o balanço oficial divulgado pelas autoridades confirmava 164 mortos e 971 feridos. No entanto, o USGS alerta que o impacto humano pode ser severamente maior devido à alta vulnerabilidade das construções locais e à grande densidade populacional das áreas afetadas. Modelos estatísticos do órgão americano apontam uma probabilidade de 42% de que o total de vítimas fatais fique entre 10 mil e 100 mil pessoas.

Mais de 500 equipes de emergência locais trabalham contra o tempo para resgatar sobreviventes presos nos escombros. Em cidades litorâneas como La Guaira, a destruição foi severa, incluindo o desabamento completo de um hotel de oito andares. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal porta de entrada do país, sofreu danos estruturais e foi totalmente fechado. Para priorizar o socorro e evitar explosões ou incêndios, o governo venezuelano desligou as redes de energia e gás, cancelou as aulas e suspendeu todos os serviços públicos não essenciais.

O epicentro do tremor principal foi localizado próximo à cidade de El Guayabo, a cerca de 160 quilômetros de Caracas, e a apenas 13 quilômetros de profundidade — proximidade com a superfície que amplificou o poder de destruição. O impacto foi tão severo que os reflexos dos tremores puderam ser sentidos em cidades do Norte do Brasil. O Ministério das Relações Exteriores brasileiro (Itamaraty) informou que, até o momento, não há relatos de cidadãos brasileiros entre as vítimas da catástrofe.

Mobilização Internacional e Ajuda Humanitária

Diante do cenário crítico, dezenas de chefes de Estado manifestaram solidariedade. Países como Brasil, Estados Unidos, Turquia, México e China se colocaram à disposição para o envio imediato de insumos médicos, mantimentos e equipes de resgate especializadas para acelerar as buscas na região.