A segunda dose de reforço contra a poliomielite, conhecida como paralisia infantil, passou a fazer parte da rotina de vacinação das crianças de 4 anos. A mudança foi adotada pelo Ministério da Saúde e começou a valer em 3 de agosto, durante a Campanha de Multivacinação, que termina na próxima terça-feira (1º). Com a alteração, o esquema de proteção contra a poliomielite passa a contar com cinco doses da Vacina Inativada Poliomielite (VIP). As três primeiras são aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade, enquanto os reforços acontecem aos 15 meses e aos 4 anos.
Crianças devem ter caderneta verificada
Pais e responsáveis devem conferir a situação vacinal das crianças e procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou o Ambulatório da Criança e do Adolescente caso a dose ainda não tenha sido aplicada. Crianças que não receberam a vacina na idade recomendada podem atualizar o esquema até 4 anos, 11 meses e 29 dias, conforme avaliação realizada pela equipe de saúde. A orientação é levar a caderneta de vacinação para que os profissionais verifiquem quais doses já foram administradas e indiquem as necessárias para completar o esquema.
Medida busca evitar retorno da doença
A inclusão do segundo reforço amplia a proteção das crianças e integra as estratégias do Programa Nacional de Imunizações (PNI) para manter o Brasil livre da circulação do poliovírus. Embora o país não registre casos de poliomielite há décadas, o vírus continua circulando em outras partes do mundo. Por isso, a vacinação permanece importante para reduzir o risco de reintrodução da doença. A atenção é especialmente relevante em cidades com intenso fluxo internacional de pessoas, como Guarulhos, que abriga o Aeroporto Internacional de São Paulo.


