Cidades

Governo Federal reúne gestores do Sudeste para preparar ações contra impactos do El Niño

Encontro virtual para abordar o fenômeno El Niño alerta para ondas de calor severas e atraso nas chuvas na região entre setembro e dezembro.

Com o alerta para a ocorrência do El Niño de intensidade muito forte, capaz de atingir pico de até 2,7°C na variação de temperatura, o Governo Federal realizou nesta quarta-feira (2), a reunião do ciclo “Diálogos Federativos – Emergências Climáticas 2026/2027”. O encontro virtual, coordenado pela Casa Civil, apresentou os diagnósticos meteorológicos para os próximos meses a gestores da Região Sudeste.

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Para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, as projeções técnicas indicam atraso na chegada do período chuvoso e ocorrência de ondas de calor intenso entre setembro e dezembro. O quadro eleva o risco de queimadas florestais, impactos sobre culturas agrícolas como cana-de-açúcar e citros, além de pressão sobre a saúde pública e os sistemas de abastecimento de água das regiões metropolitanas, incluindo a Grande São Paulo.

Durante a reunião, ministérios de diversas áreas detalharam investimentos do Novo PAC e orientaram as prefeituras paulistas a estruturarem planos locais de contingência, gestão de reservatórios, drenagem e mapeamento preventivo de áreas de risco.

Investimentos em drenagem, encostas e segurança hídrica

Para mitigar os efeitos das emergências climáticas e prevenir desastres decorrentes de secas ou chuvas extremas no Sudeste, o governo anunciou um conjunto de aportes financeiros:

  • Prevenção de desastres no Sudeste: R$ 8,7 bilhões do Novo PAC, sendo R$ 6,7 bilhões destinados a obras de drenagem urbana e R$ 2 bilhões para contenção de encostas. O Estado de São Paulo receberá a maior fatia, com R$ 2,9 bilhões.

  • Hidrovia do Rio Tietê (SP): Investimento de R$ 376 milhões para obras de aprofundamento de canal e derrocamento em Nova Avanhandava, garantindo a navegabilidade mesmo durante estiagens prolongadas até dezembro de 2026.

  • Monitoramento e Alertas: Expansão da rede de estações meteorológicas do Inmet (de 7 unidades em 2023 para 243 em 2026) e do número de municípios cobertos por pluviômetros do Cemaden (de 394 para 434 cidades monitoradas).

  • Gestão Integrada de Reservatórios: Acompanhamento preventivo e contínuo nos sistemas Cantareira e Paraíba do Sul para assegurar a estabilidade do abastecimento de água nas regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro.

A expectativa das autoridades é que com o alinhamento das ações preventivas e o repasse dos recursos federais reduzam os impactos do clima extremo sobre a rotina da população e o funcionamento dos serviços essenciais na região nos próximos meses.