Cidades

Pacientes pedem a reabertura do pronto socorro do Hospital Padre Bento

Na manhã desta terça-feira (19) moradores da comunidade São Rafael, representantes de servidores do Hospital das Clinicas e a Associação Ame São Rafael, realizaram um protesto em frente ao Hospital Padre Bento. Os manifestantes pedem a reabertura do Pronto Socorro da unidade que atualmente prioriza casos graves e urgentes de pacientes encaminhados por ambulâncias. O ato ganhou o apoio de pacientes que procuravam por atendimento.
 
Durante o ato um carro de som foi estacionado em frente ao hospital. A polícia foi chamada e negociou com os manifestantes a retirada do veículo, que infringia algumas leis de trânsito, além de atrapalhar a entrada e saída de carros de serviço do local. O debate foi pacifico e durou cerca de 10 minutos.
 
Além dos moradores, outros pacientes que estavam procurando por atendimento resolveram apoiar a manifestação. “Eu quebrei o pé há 36 dias, no primeiro momento fui atendido em outro hospital, mas venho procurando por atendimento aqui há muito tempo, hoje estou com dor, não fui atendido e me encaminharam para o Hospital Municipal de Urgências, porque aqui não tem ortopedista”, contou o autônomo, José Pedro da Silva, de  48 anos.
 
Os manifestantes tentaram conversar com a diretora do hospital que se recusou a atender com o argumento de que os representantes deveriam entrar em contato com a assessoria de imprensa do hospital e solicitar que ela se pronunciasse. 
Em maio de 2015, a administração do hospital que a reforma no pronto socorro ficaria pronta no início de 2016. Na época os paciente eram encaminhados para hospitais até 16km de distância da unidade.
 
Em uma placa instalada do lado de fora do hospital, consta a informação de que a obra custou R$ 9.761.747,48 e teve início em maio de 2014. O prazo de entrega está agendado para maio de 2016.
 
Para o GuarulhosWeb o Complexo Hospitalar Padre Bento esclareceu que continua priorizando os casos graves e urgentes de pacientes que chegam a unidade através dos serviços de resgate. 
 
“A unidade é referência para média e alta complexidade e, conforme preconiza o SUS,  o atendimento de baixa complexidade é de responsabilidade do município e deve ser realizado na rede básica de saúde”.
 
A administração encerrou dizendo que está investindo quase R$ 12 milhões na reforma e ampliação do pronto-socorro da unidade. A obra está em fase final e a previsão é que seja concluída ainda neste semestre.