Anunciou investimento de R$ 28 milhões por ano para a contratação de 1.126 novos profissionais para atuar nas salas de aula, proporcionando o apoio necessário para o desenvolvimento dos estudantes.
No entanto, numa conta simples, sem considerar os encargos sociais e custos para contratação, ao se dividir os R$ 28 milhões por ano em 13 meses (12 salários e um 13º), chega-se a um salário de R$ 1.909,43 por profissional, valor próximo ao salário mínimo e abaixo do que é praticado no mercado para este tipo profissional que necessita de especialização.
Apesar de se manifestar dizendo que entendeu os motivos da pressão exercida pelas mães, Lucas não falou publicamente qual seria o prazo para que estes profissionais cheguem nas salas, nem como as crianças serão atendidas até lá.

O GWEB apurou que na reunião com algumas representantes das mães, chamadas pela administração no Paço, o prefeito teria dito que o edital será publicado na próxima sexta-feira e que em 60 dias os profissionais contratados já estarão nas salas. No entanto, dependendo da forma, este prazo dificilmente será cumprido devido a várias questões burocráticas para a contratação.
Enquanto os 1.126 profissionais não estiverem nas salas, as crianças seguirão desassistidas nas salas. Ou seja, permanecerão como estão atualmente já que a Prefeitura, desde o início deste ano letivo, não conta com pessoal necessário para realizar o trabalho de assistências às crianças especiais.
Em seu vídeo, o prefeito destacou a importância da capacitação dos profissionais, dizendo que não basta apenas contratar, mas precisa garantir que os novos profissionais estejam preparados para lidar com as necessidades específicas das crianças autistas. No entanto, não admitiu que foi sua gestão que criou os módulos e acabou com a assistência em salas, em um sistema que estava funcionando na rede municipal. Chegou a dizer que vai corrigir um erro de administrações passadas, ignorando que o problema foi causado em sua administração.
A solução apresentada por Lucas deverá ser acompanhada de perto pelo grupo de mães atípicas só ocorreu após uma série de ações na Justiça contra a Prefeitura, inclusive no Ministério Público, e diversas reportagens sobre o tema.
Na segunda-feira, a BandNews mostrou que a Prefeitura não havia se sensibilizado com o problema e que tinha afastado os assistentes de sala porque eles estariam atrapalhando os demais alunos, conforme defesa que consta em uma das ações na Justiça. O âncora do programa, o jornalista Eduardo Barão chegou a pedir ao vivo no ar que o prefeito deixasse o cargo pelo fato de não ter competência para resolver um problema tão sério.



