Estadão

Atlético-MG procurou Rafinha Alcântara e Paulinho, mas recuou ao conhecer valores

O diretor de futebol do Atlético-MG, Rodrigo Caetano, confirmou que se movimentou para tentar contratar Rafinha Alcântara, do PSG, e Paulinho, do Bayer Leverkusen, mas freou a expectativa dos torcedores ao dizer que a possibilidade de trazê-los para esta temporada é baixa. Isso porque o clube mineiro vive uma situação financeira "delicadíssima", conforme afirmado pelo próprio dirigente em coletiva de imprensa nesta sexta-feira.

"Ambos têm vínculos com seus clubes e, para que algum nome desse possa ter possibilidade, só se tivesse um acordo, ficasse livre ou término de contrato. Não é nem um caso, nem o outro", disse Caetano. "Da mesma forma que nós temos nossas dificuldades, temos a obrigação de estar sempre vasculhando o mercado. Possibilidades, tentativas… muitas vezes isso vaza. Eu não posso negar que existiu uma consulta em ambos os nomes, mas é muito pouco provável que isso ocorra nessa janela", concluiu.

De acordo com o diretor de futebol, no momento, o clube só fará contratações se não tiver que arcar com grandes custos de transferência. "Todos sabem da condição financeira que temos. Nossa situação financeira é delicadíssima. Nossos negócios são com atletas em fim de contrato, com baixo custo. Às vezes, conseguimos competir com outros clubes na remuneração", explicou.

Há algum tempo sendo especulado em times brasileiros, o atacante Paulinho, de 22 anos, está no Bayer Leverkusen desde 2018, após se destacar pelo Vasco e pelas seleções de base do Brasil. O meia Rafinha Alcântara, de 29 anos, com passagens por Barcelona, Celta de Vigo e Inter de Milão, pertence ao Paris Saint-Germain e jogou a última temporada pelo Real Sociedad, emprestado pelo time parisiense. Ele é filho do ex-volante Mazinho e irmão de Thiago Alcântara, do Liverpool.

FUTURO DO ATLÉTICO
Além de comentar sobre a atuação no mercado, Rodrigo Caetano falou sobre o que chamou de "temporada de insucessos" vivida pelo Atlético-MG. Depois da eliminação para o Flamengo na Copa do Brasil, nesta semana a frustração foi a queda para o Palmeiras nas quartas de final da Libertadores, após decisão nos pênaltis, na última quarta-feira. Agora, resta, o Brasileirão, competição na qual o time ocupa a sétima colocação, com 32 pontos.

"Na parte econômica, surte impacto negativo, mas vamos encontrar soluções. Mas não devemos ter venda de atletas até o fim do ano. Não usaria essa palavra fracasso. Não é fracasso total. Não vejo da forma. Lamentavelmente, ficamos fora das duas Copas, não estamos bem colocados no Brasileiro, precisamos buscar a melhor. Temos esses dois títulos conquistados, não vamos passar o ano em branco. Tem que ficar clara a nossa tristeza, indignação", completou.

Caetano também defendeu o trabalho do técnico Cuca, que chegou para tentar reerguer o time após uma série ruim com o antecessor Turco Mohamed. "A ideia é que ele permaneça (para 2023). Mas ainda teremos esse momento para conversa e planejamento. Ele vem para o prazo determinado, diferentemente do ano passado. O que está acordado é isso, mas penso eu que isso não invalida, caso seja desejo de todos. Mas isso ainda haverá o momento oportuno.

Posso ajudar?