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AVALIAÇÃO – Jeep Renegade recebe eletrificação leve, além de um tapa no visual

A Jeep finalmente promoveu a maior evolução do Renegade desde seu lançamento no Brasil, em 2015.
Ernesto Zanon – @ernesto_zanon

A nova versão Sahara Hybrid, avaliada pelo Carro Express durante uma semana, estreia o sistema híbrido leve de 48 volts da Stellantis, ganha um interior completamente renovado e mantém o desempenho que sempre foi um dos principais atrativos do SUV.

O Renegade demonstra que está pronto para enfrentar uma concorrência cada vez mais acirrada, que já já terá o Avenger no seu calcanhar dentro da própria Jeep. Vale salientar que a Sahara é a versão top entre as opções 4×2 e sai por algo em torno de R$ 180 mil. Acima dela, somente a Willys, que tem tração 4×4 e custa cerca de R$ 15 mil a mais.

Quando foi lançado, o Renegade revolucionou o segmento dos SUVs compactos no Brasil. O design robusto, o acabamento acima da média e a dirigibilidade diferenciada fizeram do modelo um dos maiores sucessos da Jeep no País. Desde então, porém, o mercado mudou. Novos concorrentes surgiram, a tecnologia avançou e a eletrificação passou a ser uma realidade cada vez mais presente.

Agora, a Jeep responde com uma atualização profunda que vai além de uma simples mudança estética. A principal evolução está debaixo do capô. A Sahara passa a contar com o sistema Mild Hybrid (MHEV) de 48 volts, tecnologia já utilizada pela Stellantis em mercados internacionais e que chega ao Renegade para tornar o conjunto mais eficiente e refinado.

O conhecido motor 1.3 Turbo Flex T270, de 176 cavalos e 27,5 kgfm de torque, continua sendo o responsável pela movimentação do veículo. A diferença é que ele passa a trabalhar em conjunto com um motor elétrico auxiliar e uma bateria de 48V, que entram em ação principalmente nas arrancadas, retomadas, desacelerações e no funcionamento do sistema Start&Stop. Aqui um detalhe. Este sistema, diferente de outros modelos no mercado, não oferece a opção de ser desativado.

Na prática, o motorista percebe um funcionamento mais suave, respostas mais rápidas em baixas velocidades e uma condução mais silenciosa no trânsito urbano. Segundo a Jeep, o novo conjunto também proporciona redução no consumo de combustível e menor emissão de poluentes, sem alterar o desempenho que sempre foi uma das características mais elogiadas do Renegade.

Interior renovado

Se por fora as mudanças são discretas, é no interior que o Renegade mostra sua maior transformação. O painel foi totalmente redesenhado, trazendo um visual mais moderno e sofisticado. A nova central multimídia, com tela de 10,1 polegadas, ganhou interface mais intuitiva e melhor conectividade. Aqui vale uma importante marca da Stellantis. Entrou no carro, o celular se conecta imediatamente, de forma praticamente instantânea, sem qualquer frescura.

O console central foi reorganizado, oferecendo mais praticidade no dia a dia. A Jeep também passou a oferecer saídas de ar-condicionado para os passageiros do banco traseiro, um item bastante solicitado pelos consumidores e que faz diferença. O acabamento continua sendo um dos pontos fortes do modelo, com materiais de boa qualidade e excelente montagem.

Tecnologia de sobra

A versão Sahara chega muito bem equipada. Entre os destaques estão o teto solar panorâmico, painel digital, carregador de celular por indução, bancos revestidos em couro, monitoramento de ponto cego, alerta de tráfego cruzado traseiro, frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa, controle eletrônico de estabilidade, seis airbags e diversos sistemas de assistência ao motorista. O pacote coloca o Renegade entre os SUVs compactos mais completos do mercado.

O comportamento dinâmico continua sendo um dos grandes diferenciais do Renegade. A suspensão absorve bem as irregularidades do piso, mantendo estabilidade nas curvas e transmitindo segurança ao motorista. A direção é precisa, enquanto o isolamento acústico permanece entre os melhores da categoria. Na cidade, lombadas e valetas são facilmente superadas sem qualquer problema.

Apesar da importante evolução tecnológica, alguns pontos permanecem praticamente inalterados. O porta-malas, com cerca de 320 litros, continua entre os menores da categoria e pode limitar viagens em família. O espaço para os ocupantes do banco traseiro também fica abaixo de alguns concorrentes mais recentes.