Estadão

Bolsas de NY fecham em alta, com bancos em recuperação e expectativa de Fed menos rígido

Os mercados acionários de Nova York fecharam em alta, recuperando parte das perdas de ontem, impulsionados pela recuperação de bancos e com o mercado esperando um Federal Reserve (Fed) menos rígido em suas próximas decisões de política monetária.

O índice Dow Jones subiu 1,06%, aos 32155,40 pontos, o S&P 500 avançou 1,68%, aos 3920,56 pontos e o Nasdaq fechou em alta de 2,14%, aos 11428,15 pontos.

O dia foi de recuperação de parte das perdas para bancos grandes e regionais, com a percepção de que a crise observada no Silicon Valley Bank (SVB) não deve contagiar outras empresas.
Diante das incertezas geradas pelo episódio, as expectativas do mercado para a política monetária do Federal Reserve (Fed) passaram a ser de menor rigidez nas próximas reuniões.

No início da sessão, bancos regionais chegaram a operar em altas acima de 60%, fazendo com que suas negociações fossem interrompidas mais de uma vez, durante alguns minutos, devido à alta volatilidade. Entre os destaques, o Pacwest Bancorp teve alta de mais de 33% e o First Republic avançou mais de 27%. Já entre os grandes bancos, o Citigroup subiu 5,95%.

Pela manhã, os índices futuros reduziram ganhos com a publicação do índice de preços ao consumidor (CPI) de fevereiro dos Estados Unidos, que apontou uma alta cima do esperado para a variação mensal do núcleo da inflação. Na visão da Oxford Economics, o dado confirmou a previsão de alta de 25 pontos-base (pb) na próxima reunião de política monetária do Fed. A ferramenta do CME Group também apontou para uma chance majoritária na alta de 0,25 ponto porcentual.

Entre as ações de destaque, a Meta teve alta de 7,25%, em meio a notícias de que a controladora do Facebook está planejando cortar cerca de 10 mil postos de trabalho. Já a Boeing subiu quase 2%, seguindo anúncio de acordo entre a empresa e a Arábia Saudita para a venda de aeronaves.

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