Estadão

Bolsas de NY fecham em baixa, com cautela por inflação e observando reações do Fed

As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta quarta-feira, 17, em sessão na qual os temores com o impacto da inflação seguiram pesando no mercado. Depois de uma leve alta ontem, apoiados pela publicação de indicadores nos Estados Unidos acima do esperado por analistas, os papéis voltaram a recuar, enquanto investidores seguem avaliando as potenciais reações do Federal Reserve (Fed) para lidar com o quadro inflacionário.

No fechamento, o Dow Jones recuou 0,58%, a 35.931,05 pontos, o S&P 500 caiu 0,26%, a 4.688,67 pontos, e o Nasdaq teve baixa de 0,33%, a 15.921,57 pontos.

"Os mercados permanecerão focados em precificar o Fed, já que os investidores continuam a adiantar previsões de elevação da taxa de juros para julho de 2022", diz o TD Securities. As potenciais reações foram monitoradas hoje, mas as aparições públicas dos dirigentes da autoridade monetária hoje não ofereceram grandes sinalizações, segundo Edward Moya, analista da Oanda.

Para o analista, "os ganhos recentes do varejo não conseguiram colocar as ações dos EUA de volta em um modo recorde, já que as pressões de custo permanecem elevadas no futuro previsível". Segundo Moya, o S&P 500 parece que vai ficar "preso em uma faixa até que os investidores se sintam confiantes de que o Fed não cometeu um erro de política e não será forçado a aumentar as taxas mais cedo".

Um dos destaques hoje foi a publicação de resultados da varejista Target, que recuou 4,73%. Segundo Moya, Walmart e a Target tiveram bom desempenho desde março, mas a pressão nas margens de lucro só vai piorar nos próximos meses e "isso tem feito com que alguns investidores abandonem o varejo, apesar do que se espera que seja uma temporada de férias muito forte". Outra queda de destaque foi da Visa, que caiu 4,70% em meio a uma disputa da empresa com a Amazon em virtude de sistemas de pagamentos.

Já a montadora de elétricos Rivian despencou 15,08%, em uma correção após o IPO de sucesso da empresa na última semana, o maior em Nova York desde 2014. Por sua vez, a ação mais líquida da locadora Hertz caiu 0,35%, em dia marcado por seu anúncio da oferta de US$ 1,5 bilhões em títulos, em uma tentativa da empresa de levantar recursos para recomprar suas ações preferenciais.