Estadão

Bolsonaro lamenta morte de Jô Soares, mas cita divergências ideológicas

O presidente Jair Bolsonaro foi às redes sociais lamentar a morte do humorista Jô Soares. Apesar de tecer elogios ao artista, o chefe do Executivo cita na postagem "divergências" ideológicas. Jô Soares morreu na madrugada desta sexta-feira em São Paulo aos 84 anos. A causa da morte não foi revelada.

"Independentemente de preferências ideológicas, Jô Soares foi uma grande personalidade brasileira que conquistou a todos com seu modo cômico de discutir assuntos profundos. Que Deus conforte a família e o acolha com a cordialidade que o próprio Jô recebia a todos", publicou o presidente.

Bolsonaro aproveitou a postagem para reforçar seu discurso político a favor da "liberdade". Para o presidente, há um processo de corrosão das liberdades individuais no País patrocinado pelo Supremo Tribunal Federal. "Jô sempre fez bom uso do seu direito de livre expressão. Por muitas vezes teceu duras críticas contra mim, inclusive. Mas foi por viver num país livre, não em um regime autoritário, que ele pode exercê-lo integralmente. Essa é a beleza da democracia".

De acordo com Bolsonaro, as "divergências" com Jô agora não fariam diferença. "No fim das contas, as divergências pouca diferença fazem na hora de nossa partida para perto de Deus. O que fica são as nossas obras, e Jô Soares deixa para o Brasil um exemplo de postura, elegância e bom humor, e, por isso, tem o meu respeito", escreveu o presidente nas redes sociais.

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