Estadão

Carteira de crédito deve crescer 0,6% em maio ante abril, diz pesquisa da Febraban

A carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) deve crescer 0,6% em maio na comparação com abril, de acordo com a pesquisa de maio da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Em relação ao mês de maio de 2022, o saldo deve ser 10,5% maior, o que indica uma desaceleração frente ao crescimento de 11,1% em abril.

A expectativa dos bancos é de que o crédito livre seja a alavanca do crescimento do saldo em maio na comparação com o mês anterior, com alta de 0,8%. A maior alta deve ser na carteira de pessoas físicas, com crescimento de 1,2%, enquanto a de pessoas jurídicas deve crescer 0,3% no mesmo período.

De acordo com a Febraban, linhas atreladas ao consumo explicam o bom desempenho esperado para o crédito livre pessoa física, que engloba, entre outras, modalidades como o cartão de crédito. "A manutenção dos níveis de emprego e o reforço na renda por conta dos programas sociais ajudam a explicar este desempenho", diz em nota o diretor de Economia, Regulação e Riscos da entidade, Rubens Sardenberg.

A carteira direcionada para pessoas físicas, por outro lado, deve ficar estável, com o fim do ciclo do Plano Safra 2022/2023 e a espera pelo plano referente a 2023/2024.

O desempenho é oposto ao visto na carteira PJ, em que o crédito direcionado deve puxar o crescimento, com alta de 0,5% em maio na comparação com junho. De acordo com os bancos, a reedição de programas públicos de crédito e a maior tração em linhas com recursos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) explicam essa estimativa.

Ao todo, os bancos projetam crescimento de 0,7% no crédito pessoa física, e de 0,4% no crédito a empresas. Em base anual, a expectativa é de aumento de 14,6% e de 4,6%, respectivamente.

<b>Concessões</b>

As concessões de crédito devem cair 6,3% em maio na comparação com abril, na média de dias úteis. Sem esse ajuste, espera-se crescimento de 14,5%, dado que maio teve mais dias úteis que o mês anterior. Em um ano, a variação deve ser de 10,3%.

A maior queda entre abril e maio deve vir das concessões para pessoas físicas (-7,3%), enquanto nas concessões para empresas, afetadas por episódios como os da Americanas e da empresa de energia Light, espera-se queda de 5,1%.

A carteira de recursos livres, por sua vez, deve ter concessões 7,2% menores entre um mês e outro, consideradas pessoas físicas e jurídicas. Com o avanço da inadimplência, os bancos devem manter o pé no freio em ambos os segmentos, o que explica a variação negativa. Nos recursos direcionados, por outro lado, espera-se concessões 2,5% maiores, graças à demanda entre as empresas.

A pesquisa da Febraban, divulgada todos os meses como uma espécie de prévia à nota de crédito do Banco Central, considera dados consolidados dos maiores bancos do País.

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