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Ciro Gomes reclama de linha da CPTM não chegar ao aeroporto de Guarulhos

Divulgação/CIESP

Durante evento no auditório do Ciesp Guarulhos, no Jardim Pinhal, o ex-governador do Ceará e possível candidato à Presidência em 2022, Ciro Gomes (PDT), criticou o fato da Linha 13 – Jade da CPTM não chegar até o aeroporto de Guarulhos e pediu prioridade do poder público em relação à pauta.

“Eu não me conformo – e cito no Brasil inteiro como exemplo, por isso tenho certa intimidade – como o Metrô vem de São Paulo para o aeroporto de Cumbica parou a 1 quilômetro do aeroporto? E depois, a pouquíssimos quilômetros de Guarulhos, onde existe um fluxo importante de ida e vinda. Isso aí é uma óbvia retomada de estrutura que tem que ser feita com a mais alta prioridade”, afirmou Ciro.

Os governos federal e estadual, em parceria com a Gru Airport, concessionária que administra o aeroporto, encontraram no People Mover – uma espécie de monotrilho – a saída para que os usuários da CPTM cheguem aos saguões de embarque e desembarque sem a necessidade dos ônibus internos, que hoje completam o transporte.

De acordo com o ministro Tarcísio Gomes de Freitas, durante participação no seminário virtual “Indústria em debate: infraestrutura e retomada da economia”, as obras do monotrilho devem ser iniciadas em 2022, com prazo de término em até 24 meses. Ou seja, até o final de 2023, em tese, o transporte seria entregue. Estima-se que sejam investidos R$ 145 milhões no projeto, retirados da outorga da GRU Airport.

Abordado sobre Guarulhos, Ciro se referiu à cidade dentro de um ‘cinturão’ com outros municípios no entorno da Capital. “A Região Metropolitana de São Paulo é a sede da crise. Mas é também o lugar por onde vai sair da crise. Por quê? Porque você tem uma base física. Boa parte das indústrias ainda estão vivas. Você tem que trabalhar para que essa coisa no crédito, na caixa de câmbio e em um sistema tributário mais inteligente”, explicou.

Durante a visita a Guarulhos, conforme publicado pelo GuarulhosWeb, Ciro ainda atacou Lula e as gestões do PT, Bolsonaro, a quem chamou de ‘bandidinho’ e o governador João Doria, que foi classificado pelo pedetista como ‘marqueteiro’.