O novo Conselho Gestor da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Indígena Multiétnica Filhos Desta Terra, em Guarulhos, tomou posse na sexta-feira (14). A formação do órgão busca ampliar a participação social e o protagonismo das comunidades indígenas na gestão do território. O conselho é formado por representantes do poder público e da sociedade civil, incluindo integrantes das comunidades indígenas. Entre as atribuições estão a construção coletiva de ações e estratégias para a unidade de conservação, além da promoção da educação ambiental intercultural e do incentivo à pesquisa científica participativa.
A proposta também busca aproximar os conhecimentos técnico-científicos dos saberes tradicionais indígenas, considerando a participação das comunidades na definição das políticas de conservação e desenvolvimento sustentável.
Plano de Manejo será uma das prioridades
Uma das principais tarefas do Conselho Gestor será apoiar a elaboração do Plano de Manejo da Reserva. O documento deverá estabelecer programas, projetos, ações e diretrizes para orientar a gestão e o funcionamento da unidade de conservação. A elaboração do plano deverá integrar as políticas de conservação da biodiversidade e de proteção dos povos indígenas, levando em consideração a identidade cultural, os conhecimentos tradicionais e a participação das comunidades nas decisões relacionadas ao território. A posse do conselho representa uma etapa para consolidar uma gestão participativa e intercultural da RDS, conciliando a proteção da biodiversidade com a valorização dos povos indígenas e a promoção de atividades sustentáveis.
Reserva foi criada em janeiro
A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Indígena Multiétnica Filhos Desta Terra foi criada em janeiro pela Lei Municipal nº 8.470. Como unidade de conservação de uso sustentável, a RDS tem entre seus objetivos assegurar as condições ambientais e culturais das comunidades e povos tradicionais, proteger os ecossistemas e recursos naturais renováveis e valorizar os conhecimentos tradicionais indígenas relacionados à conservação e ao uso sustentável da biodiversidade. A unidade também prevê o incentivo a atividades econômicas sustentáveis, buscando conciliar a conservação ambiental com a melhoria das condições de vida das comunidades.


