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Estadão

Corinthians protesta contra tratamento desigual após não poder utilizar Willian

O Corinthians não gostou nada de perder Willian para a partida contra o Atlético-GO na véspera do confronto do Brasileirão. Notificado no sábado pela Anvisa, já em Goiânia, que o meia não poderia entrar em campo por ter de cumprir quarentena de 14 dias pelo fato de vir da Inglaterra, o clube soltou nota explicando respeitar todas as normas sanitárias, mas cobrou as autoridades por causa do "tratamento desigual" recebido no caso.

O Flamengo pôde escalar Andreas Pereira, também contratado do futebol inglês, diante do Santos. O reforço até fez gol naquela partida após sair da reserva. O Corinthians esperava que a Anvisa tivesse tomado a decisão antes. Willian está no Brasil desde o dia 1° de setembro e a notificação só veio após ele ter participado de toda a preparação para o jogo.

"O Sport Club Corinthians Paulista esclarece que, em observância à portaria 655/21 da Anvisa (que trata de restrições de entrada no Brasil de pessoas vindas do Reino Unido), o atleta Willian não irá a campo para a partida deste domingo, em Goiânia, contra o Atlético-GO", iniciou a nota oficial do clube.

"Desde o início da pandemia, o clube sempre cumpriu as regras sanitárias impostas pelas mais diferentes autoridades de saúde, mesmo que algumas delas tenham se revelado confusas. Logo, cumprirá sem objeções o papel de difusor das medidas da portaria 655/21", garantiu.

E equipe vai cumprir a lei, mas mostrou seu total descontentamento em relação a como o órgão agiu no caso, com um tratamento bem diferente ao imposto ao rival Flamengo. A Anvisa reconheceu erro com os cariocas e sugeriu que Andreas Pereira recebesse punição por ter atuado. O meia vai encarar o Palmeiras hoje.

"O Corinthians se reserva o direito de protestar quanto ao tratamento desigual dispensado pelo órgão, conforme reconhecido pela própria Agência nos últimos parágrafos do comunicado sobre o atleta Willian, emitido no sábado", reclamou o Corinthians. "O clube espera que a Anvisa e os demais órgãos públicos que compõem o sistema orientem com maior clareza os viajantes, atletas ou não, e os monitorem de forma igualitária e clara, buscando atingir o objetivo da portaria, que é o de preservar vidas, evitando especulações indesejadas e desinformação."