Estadão

Cosan tem lucro líquido ajustado de R$ 53,6 mi no 2° trimestre, queda de 95%

A Cosan reportou lucro líquido ajustado de R$ 53,6 milhões no segundo trimestre de 2022, queda de 95% em relação ao mesmo período do ano passado. No critério não ajustado, a companhia apresentou prejuízo líquido de R$ 125,3 milhões ante um lucro líquido de R$ 942,4 milhões um ano antes.

O resultado foi impactado por despesas financeiras adicionais, sem efeito caixa, no corporativo, e pela alta na taxa de juros que, consequentemente, elevou o custo do endividamento em todos os negócios do grupo, segundo o release de resultados divulgado nesta sexta-feira, 12.

O Ebitda ajustado, por sua vez, atingiu R$ 4,1 bilhões, 34,5% superior ao registrado no segundo trimestre de 2021. A companhia atribui o resultado ao desempenho operacional de todas as empresas do portfólio, destacando, na Raízen, os volumes comercializados superiores, com maior rentabilidade.

Entre abril e junho, a Cosan somou receita líquida de R$ 42,7 bilhões. O número representa um crescimento de 69,4% quando comparado ao montante de R$ 25,2 bilhões atingidos no mesmo intervalo de 2021.

O consumo de caixa para acionistas (FCFE) foi de R$ 331 milhões no período, comparado a geração de R$ 794 milhões um ano antes. Segundo a companhia, a variação pode ser explicada principalmente por efeitos sazonais afetando o capital de giro da Raízen, bem como pelo acréscimo dos investimentos, em função da incorporação da Biosev e aceleração dos projetos de Renováveis, parcialmente compensados pela geração de caixa operacional superior dos demais negócios.

Já a alavancagem caiu para 2,4x em 30 de junho de 2022 ante 2,7x no mesmo mês do ano passado. A queda reflete a expansão dos resultados de todo o portfólio nos últimos 12 meses e dos efeitos não-recorrentes registrados na Cosan Corporativo, provenientes do IPO da Raízen, da incorporação da Biosev e do ganho por compra vantajosa da Radar, ainda de acordo com o release de resultados.

Os investimentos consolidados da Cosan, em base pró-forma, encerraram o trimestre em R$ 2 bilhões, alta anual de 19%, devido, principalmente, ao aumento na Raízen (+2x), que pode ser explicado pela incorporação da Biosev, pelo aumento dos dispêndios nos canaviais, em linha com o foco na jornada da melhoria de produtividade agrícola, e aceleração da construção da planta de E2G.

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