Economia

Dow e S&P-500 fecham em alta com ações de energia; tecnologia pressiona o Nasdaq

As bolsas dos EUA fecharam com os principais índices em direções divergentes nesta quarta-feira, 3 – o Dow Jones em alta forte, o S&P-500 com um ganho moderado e o Nasdaq em queda modesta. O dia foi marcado por grande volatilidade; o mercado de ações operou em baixa durante a maior parte do dia, em reação à queda forte do dólar no mercado de moedas, que era acompanhada por um recuo expressivo das taxas de retorno do Tesouro dos EUA.

O Dow Jones chegou a cair 193 pontos (1,20%), o Nasdaq chegou a perder 92 pontos (2,05%) e o S&P-500 chegou a cair 30 pontos (1,62%), com quedas fortes das ações do setor financeiro, devido à percepção de que os juros baixos vão ter impacto nos lucros dos bancos. A reversão do Dow e do S&P-500 no fim da tarde foi atribuída ao bom desempenho das ações dos setores de energia e materiais, que tiveram altas fortes em reação à recuperação dos preços do petróleo, que subiram 8%, e de outras commodities; outro fator foi o fato de os juros dos Treasuries de prazos mais longos terem voltado a subir e de o dólar ter recuperado algum terreno, permitindo uma redução das perdas das ações do setor financeiro.

Traders disseram que o Nasdaq não acompanhou a recuperação dos outros índices por causa da debilidade do setor de tecnologia, depois de as ações da chinesa Lenovo, a maior fabricante mundial de computadores pessoais, terem caído 10,19% na bolsa de Hong Kong. Embora o lucro da empresa em seu terceiro trimestre fiscal tenha crescido 18,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, a receita caiu 8,5%. As ações da Yahoo, que havia divulgado resultados do quarto trimestre ontem depois do fechamento, caíram 4,75%; as da Alphabet (controladora do Google), que haviam subido 1,32% ontem, em reação a seu balanço, caíram 4,04%.

Dos dez componentes setoriais do S&P-500, seis fecharam em alta, com destaque para os de energia (+3,97%), materiais (+3,33%) e telecomunicações (+1,65%); o de tecnologia caiu 0,37% e o setor financeiro recuou 0,05%.

O dólar caiu depois de os índices de atividade dos gerentes de compras dos EUA para o setor de serviços alimentarem os temores de desaceleração da economia global; outro fator foi a declaração do presidente do Fed de Nova York, William Dudley, de que condições mais apertadas de liquidez no sistema financeiro poderão levar o Fed a adiar a próxima elevação das taxas de juro.

O índice PMI de serviços da Markit recuou para 53,2 em janeiro, nível mais baixo desde o fim de 2013, de 54,3 em dezembro; economistas previam que ele subisse para 54,7. Com isso, o PMI composto, que leva em conta também o índice de atividade industrial, caiu a 53,2 em janeiro, o mais fraco desde outubro de 2013, de 54,0 em dezembro. O PMI de serviços do Instituto para Gestão de Oferta caiu a 53,5 em janeiro, de 55,8 em dezembro, quando a expectativa dos economistas era de que ele ficasse em 55,0.

O único indicador positivo divulgado hoje foi o informe da ADP, de que foram criados 205 mil postos de trabalho no setor privado em janeiro, quando a expectativa dos economistas era de 190 mil.

Entre as componentes do Dow, as ações do setor de energia tiveram altas fortes (ExxonMobil, +5,22%, Chevron, +4,16%); outros destaques foram DuPont (+4,59%) e Caterpillar (+4,29%); as da Merck caíram 0,71%, em reação a seu informe de resultados.

O índice Dow Jones fechou em alta de 183,12 pontos (1,13%), em 16.336,66 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 12,71 pontos (0,28%), em 4.504,24 pontos. O S&P-500 fechou em alta de 9,12 pontos (0,50%), em 1.912,53 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires

Posso ajudar?