Política

Em meio a protestos, nova sede da Câmara Municipal é inaugurada

No discurso de inauguração, o presidente da Câmara e vice-prefeito eleito, Professor Jesus, ressaltou que a entrega do novo espaço economizará o valor do aluguel da atual sede, na João Gonçalves, que custa R$ 285 mil mensais

Em meio aos protestos do lado de fora, realizado por servidores contra o projeto que extingue a Proguaru, uma rápida cerimônia apresentou, na noite desta quinta-feira, 17/12, a nova Câmara Municipal, antiga sede da empresa Tapetes Lourdes.

No discurso de inauguração, o presidente da Câmara e vice-prefeito eleito, Professor Jesus, ressaltou que a entrega do novo espaço economizará o valor do aluguel da atual sede, na João Gonçalves, que custa R$ 285 mil mensais. “Ter uma sede própria significa economizar mais de R$ 3 milhões por ano, com pagamentos de aluguéis, valor que alcança a cifra de R$ 12 milhões por mandato. Ao longo desses últimos dois anos, a obra consumiu R$ 14 milhões. Portanto, nos próximos quatro anos, o valor gasto na obra será compensado pelos aluguéis que deixarão de ser pagos pelos cofres públicos”, afirmou Professor Jesus.

Segundo Jesus, alguns detalhes precisam ser ajustados para a mudança de sede. O imóvel continua em reforma na parte estrutural. A previsão, segundo ele é que, até o fim do mês, o prédio esteja pronto e já na primeira semana de janeiro, os móveis do prédio da João Gonçalves sejam encaminhados à antiga fábrica da Tapetes Lourdes.

O imóvel pertence à Prefeitura desde 2011, mas diante de um imbróglio judicial envolvendo credores da Tapetes Lourdes e a Procuradoria da Fazenda Nacional, a posse do espaço aconteceu apenas em agosto de 2016. A nova Câmara tinha previsão de entrega em dezembro de 2018. Contudo, atrasos no projeto executivo por parte da empresa JA Silva impediram o cumprimento do prazo. Em novembro daquele ano, a Procuradoria Geral da Câmara apontou erros no projeto básico apresentado e o contrato foi rescindido.

Protestos fora da Câmara

Do lado de fora, manifestantes protestavam contra o projeto de lei que propõe a extinção da Proguaru. Mobilizados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública Municipal de Guarulhos (STAP), os servidores – na rua desde a manhã desta data – gritavam palavras de ordem e entraram em confronto com a Guarda Civil Municipal. No fim da cerimônia, o grupo já havia se retirado do local.