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Dicas

Escola de DJ

O DJ Samuel de Almeida Prado, 25 anos, decidiu seguir no ramo da música eletrônica depois de conhecer uma rave, em 2009

Agitar a pista de dança de baladas, aniversários, fazer a trilha sonora de um casamento ou festas corporativas, se divertir no trabalho sem deixar de exercer uma atividade séria. Sse você gosta de música e de unir as pessoas usando o ritmo, a profissão de DJ pode ser a carreira ideal para você.  Passando por um processo de regulamentação, atualmente existem cursos que capacitam o DJ para as picapes.

Antes de se arriscar na profissão é importante saber que, apesar do processo de "glamourização" que a mídia ajudou a criar, o DJ trabalha duro, passa noites acordado, pode desenvolver problemas auditivos decorrentes do som alto. Por trabalhar com o público precisa mostrar disposição para animar as pessoas, mesmo em dias que não esteja bem emocional.

Identificando-se com a profissão, o segundo passo é procurar um curso que habilite o aspirante a DJ a encarar eventos e festas. "O curso de DJ tem três módulos: básico, intermediário e avançado. No caso do curso básico, o aluno pode optar por fazer estudar em turma ou ter um aprendizado individual. Porém, com os outros módulos, a única opção é o estudo individual, por conterem técnicas avançadas que exigem atenção única e especial do professor", conta Wendel V., 38 anos, diretor da Beatmasters. Outras instituições que oferecem o curso são a DJ Ban, da Escola de São Paulo, Academia de Áudio, do Aimec e da Universidade Anhembi Morumbi, onde a grade curricular pode sofrer alterações se comparadas com a da Beatmasters.

Cada módulo possui 10 aulas de duas horas aula, podendo ter uma ou duas aulas semanais, durando em média dois meses. Além das aulas, o aluno também faz dez horas treino por módulo e, se fizer todos os módulos, o aluno fica 90 horas na escola. "O curso é técnico, mas nós também temos um foco especial no conteúdo artístico", relata Wendel.

Para ele, a popularização e a glamourização da profissão fez com a que procura aumentasse em todas as faixas etárias. "Temos alunos entre 12 e 60 anos matriculados na escola e nossos professores são profissionais da cena musical e tocam nas principais casas e eventos nacionais". Entre os alunos que passaram pela Beatmasters estão DJ Marky, Adriano Pagani, Dimy Soler, Fernanda Porto, Carlo Dallanese e até Cauã Reymond.

Mercado de trabalho

Casamentos, baladas, eventos corporativos, desfiles de moda. Tudo o que necessita de trilha sonora pede a contratação de um DJ. Por este motivo o mercado de trabalho está aquecido e em constante expansão.

"Hoje a figura deste profissional é uma das que mais tem apelo de mercado, sendo assim, o campo de atuação também cresceu", relata Wendel. Muitas casas e empresas de eventos registram seus DJs com todos os direitos, mas o profissional também pode prestar serviços ou trabalhar como autônomo.

Em casos que o contratante não ofereça o equipamento para o desenvolvimento da atividade ou quando o DJ quer ter o seu próprio

equipamento, o investimento para a aquisição de picapes e afins varia entre R$ 3 e R$ 5 mil. "E o cachê ou salário também podem variar muito, pois fatores como a popularidade influenciam no valor. Em início de carreira um DJ ganha entre R$ 600 e mil reais por evento realizado", explica Wendel. Em 2012 a profissão passa por um processo de reconhecimento e regularização.

"O principal que deve ser dito é que no quesito respeito e profissionalismo nossa profissão tem obrigações como outra qualquer, porém trabalhamos com algo que tem a capacidade de unir as pessoas, a música. Por isso, para se destacar, o aspirante a DJ precisa desenvolver filtros e, acima de tudo, ter conteúdo para se destacar", finaliza.

O DJ Samuel de Almeida Prado, 25 anos, decidiu seguir no ramo da música eletrônica depois de conhecer uma rave, em 2009. "Desde a adolescência, eu sempre gostei de rock, mas o sentimento que tive com a música eletrônica foi tão bom que eu pensei que seria muito legal causar a mesma sensação em outras pessoas", conta Prado que começou seu curso um mês após o evento.

Prado conta que optou pelo módulo básico de mixagem, em que o aluno aprende a contar batidas, a usar o equipamento, entre outras coisas. "Este curso mais básico nos ensina a tocar direito em qualquer lugar, mas o mercado de trabalho é mais complexo que só tocar", relata o DJ que atua em baladas por acreditar que seja o lugar onde tenha mais liberdade para mostrar seu estilo.

Ainda de acordo com o DJ, para ingressar no mercado de trabalho é importante que o profissional trabalhe bem, tenha boa noção de pista e de músicas e que divulgue o seu trabalho seja pessoalmente, seja através de conhecidos, seja em redes sociais. "Quem não é visto, não é lembrado. Então é importante que a pessoa faça, divulgue, frequente as festas. Esse é um primeiro passo, básico, mas muito importante".

Divulgar um portfólio na internet também pode ajudar, o Soundcloud – uma página onde o profissional pode expor suas criações – por exemplo, é uma ferramenta que permite ao DJ mostrar seu trabalho.

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