Polícia

Governo de SP realiza operação contra esquema bilionário de sonegação no setor de plásticos

Governo de SP Deflagra Operação Contra Esquema Bilionário de Sonegação Fiscal no Setor de Plásticos (Foto: Governo de São Paulo/Divulgação)
Governo de SP Deflagra Operação Contra Esquema Bilionário de Sonegação Fiscal no Setor de Plásticos (Foto: Governo de São Paulo/Divulgação)
Operação Refugo investiga esquema de sonegação fiscal de R$ 2,5 bilhões no setor de plásticos em São Paulo e cumpre mandados em Guarulhos

A Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, a Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo e o Ministério Público de São Paulo deflagraram nesta quinta-feira (14) a Operação Refugo, ação que investiga um esquema de sonegação fiscal estimado em mais de R$ 2,5 bilhões no mercado de plásticos.

A operação cumpre 46 mandados de busca e apreensão em 48 endereços ligados aos investigados, incluindo residências, empresas e escritórios distribuídos em 14 municípios paulistas, entre eles Guarulhos.

Segundo as investigações, o esquema utilizava empresas de fachada, emissão de notas fiscais frias, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial para gerar créditos tributários falsos e reduzir artificialmente o pagamento de impostos estaduais e federais, como ICMS, IPI, PIS, Cofins e Imposto de Renda.

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As apurações identificaram três grupos empresariais distintos que teriam utilizado pelo menos 60 empresas fantasmas para operacionalizar as fraudes fiscais.

A operação conta também com participação da Receita Federal do Brasil e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, além do apoio do Gaeco e das polícias Civil e Militar.

As diligências acontecem simultaneamente em Arujá, Barueri, Bertioga, Caieiras, Cotia, Franco da Rocha, Guarulhos, Itapevi, Itupeva, Jundiaí, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, São Paulo e Sertãozinho.

Como funcionava o esquema

De acordo com os investigadores, a fraude era dividida em três fluxos principais:

Fluxo das mercadorias

Os produtos saíam diretamente de importadores, indústrias de resina plástica e intermediários para indústrias do setor e recicladoras.

Fluxo das notas fiscais

Empresas de fachada emitiam sucessivas notas fiscais frias para criar aparência de legalidade e gerar créditos tributários fictícios usados pelos beneficiários finais.

Fluxo financeiro

Os valores pagos pelas empresas eram redistribuídos entre operadores do esquema, empresas patrimoniais e pessoas físicas ligadas ao grupo investigado.

As investigações também apontaram uso dos recursos em despesas pessoais, como pacotes turísticos, clubes náuticos, lojas de vinhos e aquisição de bens de luxo.

A documentação apreendida será analisada para aprofundar as investigações e responsabilizar os envolvidos nas esferas tributária e criminal. Mais de 530 agentes públicos participaram da operação.