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GUARULHOS NAS OLIMPÍADAS – Atleta paralímpica adota a cidade

Ela não é natural do município, mas adotou Guarulhos como sua verdadeira casa. Atleta paralímpica, Paola Klokler, paulistana, 25 anos, defende a Seleção Brasileira de Basquete sobre cadeiras de rodas há 8 anos e irá disputar a segunda Paralimpíadas de sua carreira. Entretanto, sua rotina não é das mais fáceis. Para se manter na modalidade ela divide suas atenções com uma equipe masculina, na Capital, outra feminina no Ceará e treinos em instalações de centros esportivos privados na cidade.
 
“A opção por Guarulhos foi pelo fato dos valores praticados nos aluguéis de imóveis serem mais baratos. Hoje eu não teria condições de pagar um aluguel em São Paulo com o salário de atleta. Por isso acabou virando uma opção. Era para ficar no máximo 1 ano e acabei gostando e me adaptei, além de encontrar na cidade pessoas que valorizam o que faço e me apoia. Guarulhos virou meu centro de treinamento”, contou Paola.
 
Influenciada por sua técnica Suelen Serral, Paola mantém relação com Guarulhos há cinco anos. Para ter a oportunidade de disputar competições com atletas do mesmo sexo, ela precisa se dirigir até o Ceará para defender as cores do Addece (Associação Desportiva de Deficientes do Estado do Ceará). Além da agremiação cearense, a atleta / modelo integra o elenco de basquete masculino do CPSP (Clube dos Paraplégicos de São Paulo).
 
“Jogo por uma equipe feminina no Ceará porque não tem equipe consistente aqui em São Paulo. Tenho que me deslocar de São Paulo até o Ceará para jogar com a Addece. Em Guarulhos faço a parte individual e tenho apoio de uma academia para fazer a parte de musculação e a física. Já a parte individual faço em um colégio particular para que possa dar continuidade aos trabalhos de preparação física”, explicou.
 
Integrante da Seleção Brasileira de cadeiras de rodas, a moradora do município parte para sua segunda paralimpíada. Na primeira em Londres, realizada no ano de 2012, as brasileiras encerraram a competição na 9ª posição depois de vencer a França por 59 a 35. Paola Klokler nasceu com má-formação congênita no membro inferior esquerdo e começou sua carreira aos 10 anos de idade na ADD (Associação Desportiva para Deficientes) e relata sua dificuldade para tentar se manter nesta modalidade esportiva, porém, agradeceu a confiança dos apoiadores que possui atualmente.
 
“É uma luta constante para me manter no esporte e sempre dependo de pessoas que aquilo que faço e também no esporte. Não sou uma atleta que tem possibilidade comuns. Eu sou uma paratleta e jogo basquete em cadeiras de rodas. As pessoas já não têm a mesma visão do basquete convencional como o futebol aqui no Brasil. E por isso nós temos muitos problemas em conseguir patrocínios e apoio”, concluiu.