Estadão

Guindos, do BCE, defende medidas para evitar riscos ligados a setor não bancário

O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, defendeu que medidas precisam ser tomadas para evitar riscos futuros relacionados à crescente participação do setor não bancário no setor financeiro.

Em discurso feito nesta terça-feira, 23, na cidade alemã de Frankfurt, Guindos disse que o papel cada vez maior do setor não bancário no financiamento da economia da zona do euro é um fenômeno "bem-vindo", à medida que promove a integração financeira e apoia o crescimento econômico, mas alertou que também impõe riscos maiores ao sistema financeiro.

"A interconexão entre o setor financeiro bancário e não bancário continua alta, ampliando o espaço para contágio", disse Guindos. "Diante desses riscos crescentes, a ação política implementada até o momento está se tornando cada vez mais insuficiente. De fato, parece haver uma inércia geral na adoção de recomendações de política para não bancos. Isso tem de mudar,", acrescentou.

No discurso, Guindos também apontou que o setor não bancário se manteve basicamente estável nos últimos meses, apesar da turbulência que atingiu o setor bancário global a partir de março.

No evento desta terça, Guindos não fez referências à política monetária do BCE.

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