Na manhã desta quinta-feira (18), um incêndio de grandes proporções destruiu cerca de 50 barracos na comunidade de Paraisópolis, localizada na Zona Sul de São Paulo. Segundo as primeiras informações do Corpo de Bombeiros, o fogo começou por volta das 4h da manhã e se alastrou rapidamente. Até o momento, não há registro de vítimas civis feridas ou desaparecidas.
Para o combate às chamas, a corporação mobilizou uma força-tarefa com 10 caminhões auto-bomba e cerca de 33 profissionais. Embora a situação já tenha sido controlada, as equipes permanecem no local realizando os trabalhos de rescaldo e a extinção de pequenos focos de calor remanescentes entre os escombros.
Durante a operação de combate, parte do telhado de uma das estruturas colapsou e atingiu um dos bombeiros. De acordo com o comando da operação, o profissional sofreu apenas uma lesão superficial, foi prontamente atendido na própria comunidade e passa bem.
Tempo seco contribuiu para propagação rápida
A área mais afetada pelo fogo é uma localidade conhecida internamente como “Travinhas”, situada nas proximidades da Avenida Hebe Camargo. A capitã Caroline Magalhães explicou que as equipes atuaram de forma estratégica para isolar o perímetro, impedindo que as chamas alcançassem blocos vizinhos de moradias. Os militares também focaram na retirada preventiva de materiais altamente inflamáveis, como botijões de gás.
A velocidade com que o fogo consumiu as habitações de madeira foi potencializada pelas condições climáticas atuais na capital paulista. De acordo com os Bombeiros, o tempo seco e os baixos índices de umidade do ar registrados na madrugada criaram o ambiente ideal para o alastramento rápido das chamas.
Apesar da proximidade com a Avenida Hebe Camargo, o tráfego local e o itinerário das linhas de ônibus que atendem a região de Paraisópolis não sofreram alterações ou impactos significativos.
Relatos de desespero e suporte às famílias
O início do incêndio durante a madrugada pegou a maior parte dos moradores dormindo, gerando pânico e correria. Muitos relataram ter acordado com gritos de vizinhos e precisaram deixar as habitações às pressas, sem tempo hábil para salvar móveis, documentos ou pertences pessoais.
A Defesa Civil do Estado de São Paulo foi acionada e enviou equipes de prontidão ao local para iniciar o cadastramento e o acolhimento emergencial das famílias que perderam suas casas. As causas que deram origem ao fogo ainda serão devidamente apuradas pela perícia técnica das autoridades policiais.

