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IPTU – Chorando, mulher promete se acorrentar na Prefeitura

Chorando, Rosalia Maria de Jesus, moradora do Jardim Presidente Dutra, disse – durante a audiência pública na OAB - que está sem comer já há três dias devido à preocupação causada pela cobrança do IPTU pela Prefeitura de Guarulhos.

Mãe solteira, Rosalia alega que não tem como pagar os R$ 4 mil cobrados pelo prefeito Sebastião Almeida (PT) neste ano. "Em 2012, o IPTU veio R$ 120. Não tem como pagar isso", disse entre lágrimas. Ela disse que colocaria fogo na própria casa se tiver que honrar esse valor. E ameaçou se acorrentar diante do Paço Municipal ou na própria sede da OAB caso seu problema não seja resolvido.

As declarações de dona Rosalia constrastaram com os discursos amenizadores dos representantes do prefeito. "Tenho cinco filhos. Não vivo para pagar impostos. Não posso concordar com tanta injustiça", declarou.

O advogado João Calil, que concorreu à presidência da OAB em dezembro, engrossando o coro das entidades contrárias ao aumento abusivo e o discurso da Oposição, pediu a revogação imediata da cobrança progressiva, que desencadeou os reajustes estratosféricos. "Não dá para acreditar em um governo que pede para você fazer recadastramento e depois toma tudo de volta dessa forma", afirmou.

A advogada Leopoldina Xavier, presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB, foi além. Ela afirmou que já é caso de abrir um processo de improbidade adminsitrativa contra o atual prefeito Sebastião Almeida e do ex Elói Pietá. Para ela, um folheto explicativo distribuído pela Prefeitura – "entenda o reajuste do IPTU" – é uma confissão de culpa da omissão dos dois prefeitos, ao deixar claro que a PGV não é reajustada há 13 anos e que há 18 não ocorre o recadastramento imobiliário. "Eles não poderiam, de forma alguma, renunciar a receita durante todo esse período".

O deputado federal Carlos Roberto (PSDB), junto à bancada do partido na Câmara Municipal, já preparou um pedido de improbidade administrativa, que será entregue nos próximos dias ao Procurador Geral de Justiça, em São Paulo.

 

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