Política

Mais um que se dizia da Oposição ganha cargo na Prefeitura

O prefeito Sebastião Almeida (PT) não cansa de abrigar ex-nomes da Oposição em seu governo. Desta vez, o agraciado com um cargo é o ex-vereador Eduardo Kamei (PTB), que concorreu a vice-prefeito na chapa de Alan Neto (DEM)

Kamei foi indicado para dirigir o Hospital Municipal de Urgências (HMU). Ele se elegeu vereador em 2008 concorrendo pelo PSDB, principal partido de Oposição ao prefeito Sebastião Almeida. Após as eleições de 2010, ele deixou a sigla e foi para o PTB, também de Oposição, e se dizia pré-candidato a prefeito até que se aliou a Alan Neto (DEM) e saiu como candidato a vice-prefeito. Tanto o DEM como o PTB são partidos aliados do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e formam a base aliada do governo estadual na Assembleia Legislativa.

Depois de abandonar a Oposição no segundo turno e declarar apoio à reeleição do candidato petista, Kamei recebeu a promessa de que teria um cargo no primeiro escalão da administração municipal. Almeida, por sua vez, segue pagando seus compromissos de campanha com indicações em sua equipe, dentro da máxima que gosta de apregoar: "quem ajuda a ganhar ajuda a governar".

Antes de Kamei, outros nomes tidos de Oposição já ganharam importantes posições no governo municipal, casos do ex-vereador Wagner Freitas (PP), que fez campanha para prefeito atacando Almeida, mas foi agraciado com a Secretaria de Esportes, tema que não tem qualquer afinidade. Também o ex-candidato a vereador pelo PDT, Abdo Mazloum, ganhou a Secretaria de Assuntos Legislativos. O PDT não só foi aliado do PSDB nas eleições municipais como também tinha a canidata a vice-prefeito na chapa do hoje deputado federal Carlos Roberto (PSDB).

Kamei chega ao Hospital Municipal de Urgências depois de ter sido por cerca de 10 anos diretor do particular Hospital Carlos Chagas, de propriedade de sua família. Sem experiência em administração pública, terá a difícil missão de tocar uma instituição bastante criticada pela população devido aos sérios problemas de atendimento, além de filas de até três meses para a realização de cirurgias consideradas simples.